Zuckerberg quer garantir integridade das eleições – Jornal do Comércio

O presidente executivo e cofundador do Facebook, Mark Zuckerberg, disse na noite de quarta-feira em entrevista à rede CNN que está comprometido em fazer tudo que for preciso para garantir a integridades das eleições de 2018. Zuckerberg citou as disputas no Brasil e na Índia, como desafios.

Ao responder a pergunta sobre como o Facebook está lutando conta a intromissão eleitoral, o cofundador da rede social destacou a atividade de robôs russos nas eleições francesas e também a proliferação de notícias falsas na eleição pelo Senado americano no estado do Alabama.

“Implantamos algumas novas ferramentas de inteligência artificial que construímos para detectar contas falsas que tentavam espalhar fake news e encontramos muitas contas diferentes vindo da Macedônia”, disse.

Zuckerberg disse que muito trabalho precisa ser feito para evitar que países, como a Rússia, possam interferir nas eleições. O executivo também destacou as fake news como um problema a ser combatido.

“Há uma grande eleição na Índia este ano, há uma grande eleição no Brasil, há grandes eleições em todo o mundo. Você pode apostar que estamos realmente comprometidos em fazer tudo o que precisamos para garantir que a integridade dessas eleições no Facebook seja garantida.”

O executivo reconheceu o erro de sua empresa ao acreditar na Cambridge Analytica, a consultoria política que desviou dados de usuários. Zuckerberg previu ainda que haverá uma “versão 2.0” daquilo que ocorreu na eleição de Donald Trump e que as redes sociais precisam estar atentas a esses movimentos, admitindo que em 2016 ele e sua equipe não estavam preparados.

O Facebook anunciou seis mudanças nas regras dos usos de aplicativos. “Essas medidas incluem agir sobre potencial abuso que tenha acontecido no passado e colocar fortes proteções em vigor para prevenir abusos no futuro”, diz o Facebook.

As modificações surgem após o aplicativo “thisisyourdigitallife” ter capturado dados de 50 milhões de pessoas, que foram usados para favorecer a eleição de Donald Trump para presidência dos Estados Unidos. Os dados foram manipulados pela consultoria Cambridge Analytica.

A rede social diz que terá um padrão mais rigoroso para que os desenvolvedores criem apps e listou seis medidas que serão implementadas.

O comunicado da empresa explica que a rede social colabora na criação de apps, para ampliar a conexão com amigos e familiares. “Mesmo com essas mudanças, temos visto uso abusivo de nossa plataforma e uso indevido de dados das pessoas, e nós sabemos que precisamos fazer mais”, diz o texto divulgado pela rede social.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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