Petróleo fecha em baixa com temor de produção crescente nos EUA – Jornal do Comércio

O petróleo fechou em baixa na sessão desta segunda-feira (26) com investidores aproveitando receios com um aumento continuado da produção da commodity nos Estados Unidos para realizar lucros, depois das fortes altas dos preços na semana passada.

De acordo com relatório da consultoria Price Futures, o avanço constante no número de poços ativos nos EUA “sugere que a produção do óleo seguirá crescendo”. “Essa desvantagem tem sido amenizada por uma forte demanda global e um elevado risco geopolítico, que está adicionando um prêmio nos preços de petróleo”, aponta a análise.

A Price Futures ressalta a alegação da Arábia Saudita de que sua defesa antiaérea interceptou no domingo sete mísseis balísticos disparados pela milícia houthi, do Iêmen, que conta com apoio do Irã.

O Commerzbank avalia que as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China ainda não impactaram o preço do petróleo, “mas não necessariamente (a situação) permanecerá assim, já que esses dois países são os maiores consumidores e importadores” da commodity.

Após encerrarem a semana passada imersas em um embate tarifário, autoridades de Washington e Pequim abriram no domingo um discreto diálogo em torno de possíveis acordos comerciais com vistas a que as duas economias se tornem mais abertas uma à outra, segundo o Wall Street Journal.

Nesta segunda-feira (26) foi também a estreia dos contratos futuros de petróleo negociados na China, denominados em yuans. A expectativa dos chineses é criar uma nova referência da commodity para competir com as dos EUA e da Europa. O contrato de petróleo mais líquido, com entrega prevista para setembro, fechou em alta de 3,3% nesta segunda, a 429,90 yuans (US$ 68,07) por barril na Bolsa Internacional de Energia de Xangai.

Na Nymex, em Nova Iorque, o petróleo WTI para maio fechou em baixa de US$ 0,33 (-0,50%), a US$ 65,55 por barril. Na ICE, em Londres, o Brent para maio cedeu US$ 0,33 (-0,47%), a US$ 70,12 por barril, a maior cotação deste contrato desde janeiro. Ambos os contratos se mantiveram acima das importantes marcas de US$ 65,00 e US$ 70,00, respectivamente. 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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