Ibovespa fecha em queda de 1,50%, contaminado pelo mau humor externo – Jornal do Comércio

O Ibovespa foi contaminado pelo mau humor externo e acompanhou de perto o movimento de baixa dos principais pares em Wall Street. O índice à vista largou o patamar dos 84 mil pontos chegando a tocar os 83.542,05 pontos, na mínima intraday. Fechou em queda de 1,50%, aos 83.808,05 pontos, elevando as perdas no mês para 3,60%.

“Fomos atropelados pelas bolsas americanas. Com volume baixo e sem muita notícia, acompanhamos o exterior”, disse Vitor Suzaki, analista da Lerosa Investimentos.

Passou ao largo da sessão de negócios de hoje o argumento sobre os bons fundamentos e perspectivas positivas para a economia brasileira, mesmo com a confirmação na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) de uma nova queda da taxa Selic em maio. Pesou negativamente também, segundo analistas, o aumento das incertezas sobre o cenário eleitoral.

“Há um número cada vez maior de candidatos de centro e o mercado começa a ver um risco de repetirmos a eleição de 1989, quando foram para o segundo turno os dois extremos, agora numa versão com Ciro Gomes (PDT-CE) e Jair Bolsonaro (PSL-RJ)”, ressaltou Suzaki.

Lá fora, além da queda generalizada de ações em Nova York propagada inicialmente pelo recuo visto no setor de tecnologia após notícia de que o presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckeberg, pode ter de depor no Comitê Judiciário do Senado no dia 10 de abril, seguem as tensões geopolíticas. Enquanto se amenizam as possibilidades de guerra comercial entre Estados Unidos e China, cresce a preocupação sobre questões diplomáticas entre a Rússia e os países do Ocidente, lembra Suzaki.

Nesse cenário mais recrudescido, os investidores estrangeiros seguem batendo em retirada da bolsa brasileira. Hoje a B3 informou que o saldo do ano, que vinha positivo há quase três meses, virou. Assim, esse volume que somava R$ 10 bilhões no início de fevereiro passou a ser negativo em R$ 152,554 milhões na última sexta-feira. Naquele dia, os não-residentes retiraram R$ 662,034 milhões. O giro financeiro do pregão desta terça-feira seguiu abaixo da média do mês e foi de R$ 9,4 bilhões.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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