Juros futuros de curto prazo fecham em alta, após ata do Copom – Valor

SÃO PAULO  –  As taxas dos contratos de DI com vencimentos de curto prazo subiram nesta terça-feira (27), após a ata da última reunião do Copom. De acordo com operadores, o mercado acompanhou um realinhamento de expectativas sobre a trajetória da Selic.

Por um lado, a autoridade monetária reforçou o espaço para queda da taxa básica em maio. A aposta majoritária é de mais um movimento de 0,25 ponto percentual, que deve resultar numa nova mínima histórica de 6,25% ao ano. No entanto, o Copom não respaldou a leitura que começava a ganhar espaço de outro corte em junho.

Fica a percepção de que o processo de flexibilização monetária será interrompido ainda no primeiro semestre, a menos que se observe uma continuidade das surpresas para baixo, nos indicadores de inflação ou da atividade econômica no Brasil.

Com o decorrer do ano, também cresce a importância das perspectivas para 2019 no cenário da política monetária. Especialistas apontam que os riscos com as eleições e a recuperação da atividade podem ser mais consistentes com inflação próxima da meta no ano que vem, de 4,25%. E, com isso, haveria menos espaço para queda da Selic para além do corte em maio.

Para o Itaú, a ata descreve a trajetória esperada para a taxa Selic, que inclui um corte adicional em maio e estabilidade depois disto. Isso porque o comitê enxergaria espaço para esperar um pouco mais e coletar informação adicional antes de tomar novas decisões acerca do cenário de inflação em 2019.

Sinal do ajuste das posições mais baixistas para a Selic, os juros futuros de curto prazo operaram em alta durante toda a sessão desta terça-feira. No fim da tarde, o DI janeiro de 2019 subia 3 pontos-base, para 6,245%, e o DI janeiro de 2020 avançava 3 pontos, para 7,070%.

Ainda assim, o Copom não fechou as portas para outros cenários. Até por isso, será necessário monitorar os dados de inflação e atividade no Brasil, assim como o impacto desses números nas expectativas.

Uma alternativa que ganha atenção é a retomada do ciclo de cortes após uma interrupção no meio do ano. Essa aposta, ainda minoritária, se apoiaria na característica “data dependent” da comunicação, ou seja, a indicação do comitê de que irá acompanhar e reagir aos indicadores que serão conhecidos.

“Novos cortes de juros, posteriormente, não podem ser descartados”, dizem os economistas Tony Volpon e Fabio Ramos. Isso porque a grande recessão brasileira pode ter afetado a estrutura da inflação, abrindo espaço para um período mais longo de preços e juros baixos.

Fonte Oficial: Valor.

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