Lojistas apostam em alta das vendas de outono – Jornal do Comércio

A antecipação do frio é vista com otimismo pela maioria dos lojistas gaúchos, que afirma que a demanda por produtos para o outono está maior em relação à mesma estação de 2017. Segundo previsão de entidades ligadas ao comércio, o avanço do setor no período deve ficar entre 6% e 8% em todo o Estado, e cerca de 14% na Capital. “Ainda assim, se for comparar com as vendas de verão, a tendência é de que os resultados sejam inferiores em 4,65%”, pondera o presidente da Federação da Câmara de Dirigentes Lojistas (FCDL), Vitor Augusto Koch. “Mas é inegável que vem acontecendo uma retomada das vendas do varejo”, completa. “Estamos crescendo de forma interessante, e um sinalizador disso são os 31 mil empregos – saldo do primeiro bimestre -, um desempenho de 65% a mais que no mesmo período de 2017”, destaca.

Contando com a loja repleta de lançamentos de coleções de roupas femininas para o outono/inverno, a gerente da loja Maria da Praia, Alessandra Mattos Minho, afirma que, somente na unidade do Centro, as vendas de março já cresceram em torno de 25% frente às do mesmo mês no ano passado. “A procura foi muito boa em março, com tíquete médio de vendas em torno de R$ 99,00 – mas esperamos que, em abril, seja bem melhor”, projeta a gerente. “Estamos bem otimistas para o período outono/inverno, quando a expectativa de aumento de vendas é de 30%.” A loja está com boa saída de vestidos de manga longa, calças de montaria, cardigans e calça jeans (o produto mais procurado). “Nossos preços estão bons, a partir de R$ 79,99.”

Ontem pela manhã, a enfermeira Ângela Rodrigues circulou pelas lojas do Centro da Capital em busca de um blazer, para usar como “peça coringa” em futuros eventos. “Não pretendo comprar muitas roupas de outono, pois, no ano passado, comprei e quase não usei, mas acho que os preços estão bons em relação à qualidade dos produtos. Minha procura por esta peça é bem pontual, porque acredito que o frio não será intenso.”

Já o vice-presidente do Sindicato dos Lojistas de Porto Alegre (Sindilojas Porto Alegre), Arcione Piva, enxerga a chegada do frio antecipado como um alento para que lojistas invistam mais e comprem mais mercadorias da indústria. “Quando percebe aumento das vendas e movimento nas lojas, o comerciante acaba incrementando os estoques”, justifica.

Pesquisa da entidade aponta que peças de meia manga, moletons, casacos leves, cores como verde militar e cinza e estampas xadrez estão sendo as mais vendidas em lojas na Capital. “Para a maioria dos lojistas entrevistados (67,6%), a expectativa é de aumento nas vendas da estação”, sinaliza o vice-presidente.

O levantamento mostra que metade dos comerciantes de moda da cidade já começou a perceber movimentação em virtude das vendas para o outono. Produtos de moda, botas e sapatos que cobrem o pé têm tido boa saída. “Em média, os consumidores estão gastando R$ 200,00 por compra”, afirma Piva.

“É um tíquete médio melhor que o do ano passado, que ficou em torno de R$ 180,00”, destaca. Para 15,6% dos empresários ouvidos pelo Sindilojas Porto Alegre, as vendas para a estação já estão maiores em relação ao mesmo período do ano passado. Entre os motivos destacados pelos lojistas para o crescimento estão o aquecimento da economia, o aumento do poder de consumo e a previsão de frio mais intenso.

 

Uma campanha de básicos nas Lojas Hering, que inclui descontos para compras de combos de três peças a partir de R$ 34,00, tem tido bom retorno, segundo a gerente da unidade da Andradas, Xênia Gonçalves. Os estoques são planejados e comprados com um ano de antecedência, e a vitrine de produtos para o outono foi montada em fevereiro. “Desde então, trocamos o tema a cada semana”, explica.

Para a gestora, desde sábado, o tempo está começando a colaborar com o varejo. “Em 2017, não teve exatamente uma época de meia estação, nem de inverno”, compara. Ainda que o tíquete médio da loja esteja “bom”, Xênia admite que o movimento poderia melhorar. “Mas nossa expectativa de crescimento é grande, entre 10% e 20% frente à mesma estação no ano passado.”

Proprietário das Casas Louro, o vice-presidente da Associação Gaúcha para o Desenvolvimento do Varejo (AGV), Sérgio Dalminsk, concorda que há perspectivas de inverno longo, o que, para o varejo, é muito bom. “Ideal é que a estação tenha vários dias frios, aumentando o consumo de outros segmentos, como o da gastronomia.” Na Casas Louro, as novidades são os casacos de pena de ganso, mais leves, que custam em torno de R$ 350,00. “Na loja, a expectativa é de crescer até 20% frente ao mesmo período do ano passado.”

 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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