Negócios sustentáveis podem render US$ 12 trilhões até 2030 – Jornal do Comércio

Fortalecimento de marca, eficiência operacional, fidelização de clientes e retenção de talentos. Essas foram as principais vantagens em aderir a iniciativas sustentáveis apontadas pelo secretário executivo para o Pacto Global da ONU, Carlo Pereira, durante seminário promovido pelo Lide-RS – Grupo de Líderes Empresariais nesta terça-feira (27) em Porto Alegre. O evento reuniu lideranças setoriais e representantes de empresas internacionais e discutiu o conceito de sustentabilidade sob as tendências ambiental, social e econômica.

Em seu pronunciamento, Pereira fez previsões positivas sobre a Agenda 2030, um plano de ação assinado em 2015 por 193 países para erradicar a pobreza e proteger o planeta. Segundo ele, se as metas do programa forem atingidas, o mercado mundial gerará mais de US$ 12 trilhões em oportunidades – especialmente com a promoção da igualdade de gênero – e cerca de 380 milhões de empregos.

Conforme o executivo, a sustentabilidade “é uma oportunidade de negócio que vai virar compliance”, já que a chamada geração Millenium (formada por pessoas nascidas na década de 1990) se importa tanto com o produto que consome quanto com a causa pela qual trabalha. “As pessoas não trabalham mais em qualquer lugar, mas em uma empresa com propósito”, resumiu.

Pereira também reconheceu que o crescente número de legislações ambientais é um desafio a ser enfrentado pelas empresas, mas que não deve ser visto como um inimigo. Para ele, a sustentabilidade pode ser utilizada como uma vantagem competitiva, principalmente na comparação com outros países emergentes. “Mostrar que temos uma legislação apertada é mostrar que nossos processos são melhores”, afirmou.

A visão otimista foi corroborada pelo secretário de Articulação Social do governo federal, Henrique Villa. Ao apresentar a Agenda 2030, o secretário destacou que o plano supera questões ecológicas. “São metas de desenvolvimento sustentável, que englobam questões econômicas, sociais, ambientais e institucionais”, explicou

Villa tranquilizou os empresários e garantiu que a adesão à agenda se transformará em oportunidades para o setor produtivo, como a ampliação da competitividade, a valorização de ativos sustentáveis e a melhoria da imagem do setor privado.

O seminário também recebeu empresas que promovem iniciativas ligadas à sustentabilidade. O português Miguel Coleta, head global do setor na Phillip Morris, afirmou que a empresa já investiu mais de R$ 3 bilhões em pesquisa e desenvolvimento de produtos considerados “de riscos reduzidos” (RPP, na sigla em inglês) para os fumantes. Desde o ano passado, o foco da multinacional é produzir produtos sem fumaça.

Coleta diz que o objetivo da Phillip Morris é transformar o mercado e atrair novos consumidores apresentando a sustentabilidade como a “mais-valia” dos novos produtos. “No futuro, as pessoas vão continuar a consumir tabaco. Oferecer alternativas é benéfico para a saúde desse novo consumidor”, afirma.

Por sua vez, a head de sustentabilidade da Coca Cola Femsa Brasil, Wanessa Scaborda, destaca que a empresa assumiu o compromisso de reciclar 100% das suas embalagens até 2030. Segundo ela, o foco da multinacional é trabalhar com energia limpa e fazer a diferença nas comunidades em que está inserida. “O principal desafio de todas as indústrias é levar (ao consumidor) esse compromisso social e ambiental”, considera.

Também participaram das discussões o presidente do Sindicato das Indústrias Químicas do Rio Grande do Sul (Sindiquim), Newton Battastini, e o diretor de planejamento do BRDE, Luiz Noronha.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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