Plano Agrícola e Pecuário deve repetir valor em 2018 – Jornal do Comércio

Agronegócios


Notícia da edição impressa de 27/03/2018.
Alterada em 26/03 às 23h04min

Plano Agrícola e Pecuário deve repetir valor em 2018

Lavouras de milho e de soja – Cré ditos José Schaefer – Emater

/JOSÉ SCHAEFER/EMATER/DIVULGAÇÃO/JC

Em debate com produtores rurais, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, informou que o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2018/2019 deverá manter, no mínimo, os R$ 188 bilhões aprovados para a colheita passada. O diretor de Crédito do Mapa, Wilson Vaz Araújo, alerta que “a agricultura não pode prescindir de níveis adequados de recursos ao produtor, pela sua importância no controle da inflação, na balança comercial e na retomada do crescimento econômico”. O diretor disse ainda que o plano poderá ser apresentado um pouco mais cedo este ano. Em 2017 o PAP foi anunciado em 7 de junho.

Entre as novidades do Mapa para o Plano Safra 2018/2019 estão a implantação de um sistema de seguro que seja feito por meio de leilão direto para o produtor, e não pelo agente financeiro. “Eu reconheço que nós precisamos avançar. Por isso, façam encaminhamentos práticos, e a gente altera o que seja factível”, completou Geller.

Na última sexta-feira, integrantes do Ministério da Agricultura e da Fazenda, produtores rurais e lideranças de entidades do agronegócio, debateram as propostas para o novo PAP em Lucas do Rio Verde, Mato Grosso, com mais de 700 produtores, técnicos e estudantes.

A principal reivindicação foi a redução da taxa de juros para o próximo Plano Safra. A logística e a melhoria da infraestrutura de transporte fora, outras reivindicações importantes: a conclusão da pavimentação da BR-163 e a implantação de ferrovia ligando a região Centro-Oeste ao terminal de Miritituba, no Pará, e aos demais portos do Arco Norte.

Os juros poderão recuar a partir de julho quando começarem os preparativos para o novo ciclo de produção. O corte será feito para seguir as reduções que estão ocorrendo na taxa básica de juros, a Selic, fixada em 6,5% ao ano, contra os 8,5% anuais cobrados sobre as operações de custeio. O saldo de aplicação de 2017/2018 deverá ser de R$ 150 a 155 bilhões até 30 de junho.

Preço do suíno é de R$ 3,26 no Rio Grande do Sul

A pesquisa semanal da cotação do suíno, milho e farelo de soja, divulgada ontem pela Associação de Criadores de Suínos do Estado (Acsurs), apontou o preço de R$ 3,26 para o quilo do suíno vivo no Estado, queda de três centavos em relação a semana passada.

O valor da saca de 60 quilos do milho é de R$ 37,66 (anterior R$ 35,00) e do farelo de soja (tonelada) é de R$ 1.295,00 no pagamento à vista (anterior R$ 1.302,50) e de R$ 1.310,00 no pagamento com 30 dias de prazo (anterior R$ 1.320,00).

O preço médio na integração é de R$ 2,89 (anterior
R$ 2,91). As cooperativas e agroindústrias apresentaram as seguintes cotações: Cooperalfa/Aurora, R$ 2,80; Cosuel/Dália Alimentos, R$ 2,80; Cotrijuí, R$ 2,90; Cooperativa Languiru, R$ 2,91; Cooperativa Majestade, R$ 2,85; Ouro do Sul, R$ 3,10; Alibem, R$ 2,80; BRF, R$ 3,00; JBS, R$ 3,00; e Pamplona, R$ 2,80.

Vendas em balcão terão mais 200 mil toneladas de milho

O Programa de Vendas em Balcão, executado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), está autorizado a vender um total de 200 mil toneladas de milho dos estoques públicos em 2018, para atender pequenos criadores de aves, suínos e bovinos que utilizam o produto na ração animal.

A resolução publicada ontem no Diário Oficial da União, com autorização do Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos (Ciep), liberou o montante que poderá ser vendido aos pequenos criadores cadastrados no programa. Na mesma data, também foi publicada uma nova Portaria Interministerial que mantém o preço do milho em até
R$ 33,00 a saca de 60 quilos nas regiões Norte e Nordeste.

Espera-se com esta nova política que sejam atendidos mais de 40 mil criadores nos 21 estados que contam com a atuação do programa, como ocorreu em 2017. A medida está sendo considerada de grande importância para o desenvolvimento dos estados e dos pequenos municípios das regiões contempladas, tendo em vista os benefícios sociais e econômicos gerados aos pequenos criadores de animais nas regiões que ainda sofrem os efeitos causados pela seca.

O programa disponibiliza estoques públicos do governo federal a pequenos criadores por meio da venda direta. Para comprar o milho, é necessário registro prévio no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais, Público do PAA, Cooperativas, Associações e Demais Agentes (Sican). Com o cadastro feito, o produtor deve comparecer a uma unidade da Companhia levando cópia do RG e CPF, além de comprovantes de identificação, de endereço, de qualificação de suas atividades e de escala de produção/consumo. No caso dos criadores de bovinos, também é necessária a apresentação de comprovante de vacinação.


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Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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