Prejuízo da Eletrobras cai 36% no 4º trimestre em um ano, para R$ 3,998 bilhões – Jornal do Comércio

A Eletrobras encerrou o quarto trimestre de 2017 com prejuízo líquido de R$ 3,998 bilhões, 36% menor que o apurado no mesmo intervalo de 2016. O resultado atribuído aos controladores correspondeu a perdas de R$ 1,763 bilhão nos últimos três meses do ano, queda de 48%. No acumulado de 2017, a companhia teve prejuízo líquido de R$ 1,726 bilhão, revertendo lucro líquido no ano anterior de R$ 3,513 bilhões.

O resultado contrariou as estimativas de analistas consultados, que apontavam para lucro. Poucas casas acompanham e fazem projeções sobre o desempenho trimestral da companhia, mas as duas estimativas obtidas pela reportagem, com Morgan Stanley e Santander, sinalizaram com a expectativa de lucro entre R$ 454 milhões e R$ 1,117 bilhão.

Conforme destacou a companhia, os resultados foram influenciados, principalmente, pelas provisões operacionais e o fraco desempenho do segmento de distribuição. Por outro lado, os números de 2016 foram influenciados, principalmente, pela Contabilização da Remuneração relativa aos créditos da Rede Básica do Sistema Existente (RBSE).

No critério gerencial, que exclui a distribuidora já vendida Celg D, receita de transmissão com RBSE, Plano de Aposentadoria Extraordinário (PAE), despesas com investigação independente e provisões, o prejuízo líquido do trimestre foi de R$ 491 milhões, 155% inferior ao apresentado entre outubro e dezembro de 2016.

No consolidado do ano de 2017, a estatal elétrica obteve lucro líquido de R$ 178 milhões, 22% inferior ao lucro gerencial de R$ 229 milhões de 2016.

Somente no quarto trimestre, as provisões superaram os R$ 6,2 bilhões, totalizando R$ 5,7 bilhões no exercício. Já o resultado do segmento de Distribuição ficou negativo no montante líquido de R$ 1,63 bilhão. No ano, a área, que deve ser vendida nos próximos meses, somou um prejuízo de R$ 4,179 bilhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da Eletrobras ficou negativo em R$ 3,54 bilhões no quarto trimestre, 48% abaixo dos R$ 6,782 bilhões negativos anotados um ano antes. Em 2017, a linha alcançou R$ 6,744 bilhões positivos, queda de 66% frente o exercício anterior.

Morgan Stanley e Santander também previam Ebitda positivo, entre R$ 2,296 bilhões e R$ 3,126 bilhões.

Pelo critério gerencial, o Ebitda somou R$ 568 milhões nos últimos três meses do ano passado, queda de 42%, totalizando R$ 5,55 bilhões no ano, alta de 44%.

A receita operacional líquida caiu 9% entre outubro e dezembro na comparação com igual período do ano passado, para R$ 11,029.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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