Receita com serviço foi importante para compensar queda em empréstimos, diz Caixa – Jornal do Comércio

Arno Meyer, vice-presidente de finanças e controladoria da Caixa Econômica Federal, disse na apresentação de resultados do banco de 2017 que as receitas com serviços foram importantes para compensar a contração nos empréstimos. Ele deu destaque às receitas geradas por fundos de investimento, que subiram 17,7% em 2017, para R$ 1,87 bilhão.

As receitas com serviços da Caixa subiram 11,5% em 2017 frente a 2016, para R$25 bilhões.

O executivo comentou ainda que o FGTS e os recursos de terceiros estiveram entre as maiores contribuições para o crescimento nos ativos totais e que o banco se concentrou em linhas de captação mais baratas, reduzindo as captações de custo mais alto, como as letras financeiras e os CDBs. A captação com letras financeiras da Caixa caiu 6,7% em 12 meses até dezembro e de CDBs diminuiu 11,6%, para R$ 118 bilhões e R$ 111 bilhões, respectivamente.

As captações com poupança e empréstimos/repasses, por sua vez, subiram 9,6% e 11,2%, para R$ 227 bilhões e R$ 272 bilhões, respectivamente.

Ele mencionou ainda que a recuperação de crédito foi importante para a receita com operação de crédito, as quais cresceram 389,8% em 12 meses até dezembro do ano passado, para R$ 3,72 bilhões.

O executivo da Caixa disse também que a queda para abaixo de 50% do índice de eficiência foi bastante importante para o banco e que isso nunca havia ocorrido antes. No entanto, considerou que o patamar ainda é elevado.

Meyer afirmou ainda que a renda gerada pelas operações da caixa alcançou R$ 40 bilhões no ano passado, o que representou aumento de mais de um terço em relação a 2016. “Essa é a contribuição da Caixa para o crescimento econômico”, disse.

A Caixa Econômica Federal já está alinhada com os critérios de Basileia 3 e seu índice está acima do exigido em 2019, quando o capital dos bancos deverá se enquadrar totalmente às novas regras, disse Arno Meyer.

“Com a implantação integral, capital nível 1, estamos em 10,6%, com margem de 1,1 ponto porcentual sobre o exigido em 2019, de 9,5%”, afirmou. A margem do índice total, acrescentou, é ainda maior, o que é importante para se estar preparado a eventuais mudanças de mercado.

Paulo Henrique Angelo Souza, vice-presidente de riscos do banco, destacou que o plano de capital e orçamentário da Caixa já prevê o cumprimento de todas as regras de Basileia.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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