Caixa fechou 2017 registrando lucro recorde – Jornal do Comércio

A Caixa Econômica Federal anunciou lucro líquido recorde em 2017, de R$ 12,5 bilhões, 202,6% superior ao registrado em 2016. O lucro líquido recorrente totalizou R$ 8,6 bilhões, alta de 106,9% em 12 meses, e também superou o melhor resultado já alcançado, disse o banco. O retorno sobre o patrimônio líquido recorrente foi de 12,9%, crescimento de 6,3 pontos percentuais em 12 meses.

No quarto trimestre, a Caixa obteve lucro líquido de R$ 6,273 bilhões, 780,2% acima do mesmo intervalo de 2016, quando o lucro líquido somava R$ 713 milhões. Os ativos administrados subiram 1,9% em 12 meses, para R$ 2,176 trilhões no quarto trimestre do ano passado, mas caíram 0,9% frente ao terceiro trimestre. Os ativos totais somaram R$ 1,260 trilhão ao final do quarto trimestre, representando alta de 0,4% em 12 meses.

O patrimônio líquido subiu 12,2% no quarto trimestre ante o mesmo intervalo de 2016, para R$ 71,38 bilhões. O índice de Basileia atingiu 17,7%. O índice de Capital Principal e o de Nível I marcaram 11,2%, mantendo-se acima do mínimo exigido de 6,0% e 7,5%, respectivamente. Os Ativos Ponderados pelo Risco (RWA) totalizaram R$ 529,5 bilhões em dezembro de 2017, redução de R$ 44,6 bilhões.

A carteira de crédito ampla da Caixa Econômica Federal somava R$ 706,27 bilhões ao final de dezembro, representando uma queda de 0,4% se comparado a dezembro de 2016 e retração de 0,8% frente ao terceiro trimestre do ano passado. No informe de resultados, o banco comenta que houve manutenção da participação de mercado em 22,4% na concessão de crédito.

A carteira de crédito pessoa jurídica recuou 23,1% em 12 meses até dezembro de 2017 para R$ 68,1 bilhões, enquanto a carteira de crédito pessoa física cedeu 8,6% no mesmo intervalo comparativo, para R$ 93,68 bilhões. A carteira imobiliária da Caixa cresceu 6,3% em 12 meses até dezembro de 2017 para R$ 431,7 bilhões.

O resultado operacional recorrente alcançou R$ 10,4 bilhões em 2017, avanço de 157,1% em 12 meses, influenciado pelo crescimento da margem financeira em 14,1%, pela redução nas despesas com Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) em 4,2%, pelo avanço nas receitas com prestação de serviços em 11,5% e pelo controle das despesas administrativas e de pessoal. As despesas com PDD atingiram R$ 5,8 bilhões, representando uma alta 17,6% em 12 meses até o final do quarto trimestre, enquanto no total do ano somaram R$ 19,27 bilhões, queda de 4,2% em relação a 2016.

O índice de inadimplência encerrou o ano com redução de 0,6 ponto percentual em 12 meses, alcançando 2,25%, “abaixo da média de mercado, de 3,25%, influenciado pela estratégia de melhoria da gestão de riscos”, comenta o banco.

 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!