Intenção de consumo sobe 9,2% no Rio Grande do Sul – Jornal do Comércio

A intenção de consumo das famílias gaúchas em março apresentou elevação de 9,2% na comparação ao mesmo mês de 2017, atingindo 71,4 pontos – o que representa um acréscimo de 2,3% sobre fevereiro. A alta apurada na margem – pela segunda vez consecutiva – verificou-se em 4 dos 7 componentes avaliados pela pesquisa Intenção de Consumo das Famílias (ICF), divulgada ontem pela Fecomércio-RS.

A melhora do indicador referente à perspectiva profissional foi a que mais contribuiu para o resultado do ICF no mês. Apesar de permanecer em patamar pessimista (abaixo de 100,0 pontos), o indicador que avalia a perspectiva profissional alcançou 92,9 pontos, elevação de 39,4% sobre o mesmo período do ano passado.

A segurança em relação ao mercado de trabalho chegou a 89,6 pontos, um recuo expressivo de 21,5% sobre março de 2017. A pesquisa apurou que atualmente, apesar de haver um contingente menor de pessoas desempregadas em relação ao ano passado, quem está ocupando uma vaga de trabalho se mostra bastante inseguro em relação à manutenção dessa posição. O maior receio está concentrado entre os trabalhadores com renda mais baixa. A avaliação quanto à situação de renda ficou com 70,6 pontos, avançando 51,2% em relação a março/2017 – a elevada variação se dá pela base muito deprimida de comparação. Além disso, a inflação baixa contribuiu para o resultado da avaliação.

O indicador de nível de consumo atual marcou 51,3 pontos em março, alta de 25,9% sobre o mesmo mês do ano passado. Segundo a pesquisa, a capacidade de consumo das famílias continua pressionada, pois a recuperação do mercado de trabalho ocorre de forma lenta e em posições com menor regularidade no pagamento de salários. Já o índice que mede a facilidade de acesso ao crédito cresceu 48,4% no confronto com o mesmo período do ano passado – aos 75,0 pontos. Apesar do mínimo histórico alcançado pela taxa básica de juros, esse recuo é passado de forma muito gradual ao consumidor. No entanto, a perspectiva de manutenção da taxa em patamares inferiores e a retomada da economia devem ampliar o acesso ao crédito pelas famílias.

Já em relação ao momento para o consumo de bens duráveis, o ICF apurou uma elevação de 39,4% sobre março/2017, alcançando 60,1 pontos. Após recuperação verificada no segundo semestre de 2017, o indicador apresenta agora a segunda queda na margem, provocada, provavelmente, pela insegurança em relação ao emprego. Nas perspectivas de consumo, houve uma retração significativa na comparação com março/2017, de -37,0%. Aos 60,4 pontos, o componente continuou a registrar elevadas quedas, mesmo sem novos fatores no cenário atual.

 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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