BC projeta inflação de 3,8% em 2018 e de 4,1% no próximo ano – Valor

BRASÍLIA  –  O cenário básico para a inflação neste início de ano evoluiu de forma mais benigna do que o esperado, apontou o Banco Central (BC) no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de março. 

A inflação anual medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar 2018 em 3,8%, chegar a 4,1% em 2019 e recuar para 4% em 2020. Essa é a trajetória apontada pela autoridade monetária no cenário que considera as estimativas dos analistas financeiros coletadas no Boletim Focus.

As projeções divulgadas têm data de corte em 16 de março. Para fazer as projeções o BC considerou dólar de R$ 3,30 neste ano, de R$ 3,39 em 2019 e de R$ 3,46 em 2020. A Selic assumida é de 6,5% neste ano e de 8% em 2019 e 2020. No relatório de dezembro, a projeção para a inflação no fim de 2018 era de 4,2%, permanecendo assim em 2019 e marcando 4,1% em 2020.

Para 2018, a meta de inflação é de 4,5%, recuando para 4,25% em 2019 e caindo para 4% em 2020. O intervalo de tolerância é de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos.

“As projeções aqui apresentadas dependem ainda de considerações sobre a evolução das reformas e ajustes necessários na economia. Seus efeitos sobre as projeções são capturados por meio dos preços de ativos, do grau de incerteza, das expectativas apuradas pela pesquisa Focus e através do seu efeito na taxa de juros estrutural da economia. Além desses canais, a política fiscal influencia as projeções condicionais de inflação por meio de impulsos sobre a demanda agregada”, diz o BC no Relatório Trimestral de Inflação.

No quadro que considera as variações do Boletim Focus para a taxa de câmbio e mantém a taxa de juro constante ao longo do horizonte de projeções, o BC projeta que o IPCA aumente 3,7% em 2018, passe para 4,2% de avanço em 2019 e alcance 4,4% de elevação em 2020. No documento de dezembro, as projeções correspondiam a 4,1% neste ano e 4,4% em 2019 e 2020.

Outro exercício feito pelo BC considera o câmbio constante e assume a trajetória para a Selic do Boletim Focus. Nesse caso, a inflação fecha 2018 em 3,6%, marca 3,9% em 2018, vai a 3,8% em 2020. Em dezembro, nesse cenário, o relatório mostrava inflação de 4,1% no fim deste ano, 4% no encerramento de 2019, e de 3,9% no fim de 2020.

No cenário que considera as taxas de juros e câmbio constantes ao longo do horizonte de projeções, a autoridade monetária estima que a inflação deve encerrar 2018 em 3,6%, subir para 4% em 2019 e marcar 4,1% em 2020. Em dezembro, as projeções eram de inflação de 4% para este ano e de 4,1% para 2019, indo para 4,2% em 2020.

Em avaliação já externada anteriormente, o Comitê de Política Monetária (Copom) julga que projeções com taxa de juros inalteradas são pouco informativas dentro de um contexto de flexibilização da política monetária ora em curso. Mas como o ciclo de corte de juros se aproxima do final (com provavelmente apenas mais um corte de juros), como sinaliza a própria autoridade, esse cenário deve começar a ganhar importância nos próximos relatórios.

Fonte Oficial: Valor.

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