Contas públicas têm déficit de R$ 17,4 bilhões – Jornal do Comércio

Depois de começar o ano no azul, as contas públicas brasileiras voltaram a ficar no vermelho em fevereiro. O déficit de União, estados, municípios e empresas estatais ficou em R$ 17,4 bilhões: o melhor resultado para o mês nos últimos três anos. Os dados foram divulgados pelo Banco Central.

No ano, o resultado primário do setor público é superavitário em R$ 29,5 bilhões. No primeiro bimestre do ano passado, o saldo também era positivo, mas menor: R$ 13,2 bilhões. Já no acumulado em 12 meses até fevereiro, as contas públicas apresentam um déficit primário de R$ 94,3 bilhões. Isso representa 1,43% do Produto Interno Bruto (PIB). A meta da equipe econômica para o ano é manter o rombo fiscal em R$ 161,3 bilhões. Normalmente, os meses do início do ano são melhores para as estatísticas fiscais, já que grandes despesas do governo ficam concentradas nos meses finais.

O Brasil pagou R$ 28,4 bilhões em juros no mês passado. É praticamente o que foi pago no mês anterior. Os números são mais baixos do que em 2017, quando o Banco Central (BC) tinha uma despesa mais alta por interferir no câmbio.

No primeiro bimestre, os juros somam R$ 56,7 bilhões, ante R$ 67,2 bilhões no mesmo período do ano anterior. Em 12 meses, alcançaram R$ 390,3 bilhões. Isso representa 5,91% do PIB, um patamar 0,06 ponto percentual menor em relação ao valor registrado no acumulado do até janeiro.

Sem conseguir poupar para pagar juros, a saída foi se endividar mais. Por isso, a dívida bruta chegou R$ 4,96 trilhões em fevereiro. Isso equivale a 75,1% do PIB: 0,6 ponto percentual a mais que em janeiro. A dívida líquida chegou a R$ 3,43 trilhões (52% do PIB) em fevereiro. Em relação ao mês anterior, houve uma alta de 0,2 ponto percentual.

O Banco Central informou que a nota sobre as estatísticas fiscais divulgadas ao público será significativamente ampliada. Passou a incluir novos quadros sobre o cronograma de vencimentos da dívida, a taxa de juros implícita da dívida bruta, as emissões líquidas por indexador e os juros nominais por indexador. Houve ainda uma revisão do capítulo sobre projeções do Manual de Estatísticas Fiscais do BC: o referido capítulo passa a detalhar um método para elaboração de projeções da dívida, inclusive apresentando tabela para a realização de projeções e simulações.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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