Diretoria do Hopi Hari contesta plano de recuperação proposto por dono – Valor

SÃO PAULO  –  A diretoria executiva do Hopi Hari ainda trabalha para apresentar aos credores um plano de recuperação judicial que será votado na assembleia marcada para 5 de abril.

Sérgio Emerenciano, sócio da Emerenciano, Baggio & Associados, escritório que representa o Hopi Hari no processo de recuperação judicial, disse que os executivos têm se reunindo com os credores nos últimos dias.

“O plano de recuperação que será submetido aos credores precisa ser apresentado pela empresa e não pelo acionista [José Luiz Abdalla, responsável por 99% das ações do parque]. O presidente José David Xavier e sua equipe estão trabalhando intensivamente para conseguir obter a aprovação do plano”, afirmou o advogado.

Emerenciano disse que apesar da iniciativa de Abdalla, de conseguir por conta própria uma solução para o empreendimento, a proposta aos credores precisa ser apresentada pela administração executiva do Hopi Hari. O escritório de advocacia representa o parque de diversões localizado em Vinhedo (SP) desde junho de 2017.

Desde a reabertura do complexo, em 5 de agosto do ano passado, pelo menos 130 mil pessoas visitaram o Hopi Hari, disse Emerenciano.

Ontem, Abdalla disse ao Valor que está negociando uma solução para conseguir pagar os R$ 800 milhões em dívidas do empreendimento. Sua proposta é reunir investidores na empresa Brazil Team Park (BTP), já constituída na Flórida (EUA) e da qual ele não seria sócio. A BTP, aprovado seu plano na assembleia de credores, aportaria US$ 170 milhões ao Hopi Hari, tornado-se dona da companhia.

Abdala havia dito que encaminharia sua proposta ontem a credores como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com R$ 230 milhões a receber, e o fundo de pensão dos funcionários do antigo Banco Nacional de Habitação (Prevhab), com R$ 85 milhões. Mas Abdalla afirmou hoje que ainda não enviou o documento.

A proposta de Abdala é dar um corte de 29% na dívida, trazendo o valor de R$ 800 milhões para R$ 568 milhões.

Luiz Donelli, sócio do Rayes & Fagundes Advogados Associados, que representa o acionista, disse que depois de pagar os credores – BNDES e Prevhab levariam 14 anos para receber, por exemplo –, ainda restariam R$ 20 milhões para Abdala.

Fonte Oficial: Valor.

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