Bolsas de NY fecham em forte baixa arrastadas por setor de tecnologia – Valor

SÃO PAULO  –  As bolsas de Nova York fecharam em forte queda no primeiro dia do segundo trimestre arrastadas pela persistente fraqueza do setor de tecnologia e os receios de uma guerra comercial. O tombo do mercado americano aumentou a procura dos investidores por proteção em ativos considerados seguros, como os Treasuries, o ouro e o iene, ao mesmo tempo em puxou para baixo o petróleo.

O Nasdaq foi o mais afetado com a ampla onda vendedora de ações de tecnologia e amargou a maior queda diária em dois meses, de 2,74%, aos 6.870,11 pontos. O índice, que era o único entre seus pares americanos a ainda sustentar ganhos no acumulado do ano, agora cai 0,5% em 2018. O Dow Jones e o S&P 500 também foram contaminados e recuaram 1,90% e 2,23%, respectivamente, encerrando nos menores níveis desde 23 de março e 8 de fevereiro, também nessa ordem. O índice das blue chips caiu aos 23.644,19 pontos, enquant o S&P 500 recuou a 2.581,88 pontos.

A forte baixa acontece após um início de ano de ampla volatilidade, marcado por uma forte correção em fevereiro e, mais recentemente, forte pressão em ações de tecnologia, que lideraram o rali em Wall Street no ano passado. Nos três primeiros meses do ano, Dow Jones e S&P 500 caíram, respectivamente, 2,5% e 1,2%, enquanto o Nasdaq registrou alta de 2,3% no período, já anulada com o movimento de hoje.

O mau humor de hoje ainda reflete as mesmas questões que pesaram nas últimas sessões. De um lado, persiste o temor de uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. O país asiático anunciou ontem novas tarifas sobre produtos importados dos EUA. A Casa Branca criticou a medida por sobretaxar o que chamou de “exportações comercialmente justas dos Estados Unidos”.

Também continua a queda acentuadas das empresas de tecnologia, afetadas por uma conjunção de fatores, que vão das críticas recorrentes do presidente americano Donald Trump à Amazon a questões isoladas das companhias, como a crise da Tesla.

Apesar do forte ajuste desta sessão, alguns analistas acreditam que o movimento não terá fôlego e o mercado viverá novo repique, como afirma a equipe de análise do Credit Suisse.

Depois de uma abertura em leve alta, os rendimentos (“yields”) das T-notes de 10 anos caíram a 2,732%, de 2,741% na quinta-feira, menor nível desde 31 de janeiro. O yield de dois anos recuou a 2,244%, de 2,270%, enquanto o T-bond de 30 anos retrocedeu a 2,985%. Assim como na semana passada, o mercado acionário está influenciando a direção dos Treasuries mais do que outras questões, como as perspectivas de inflação.

Também refletindo a busca por proteção, o iene foi hoje a segunda moeda que mais se valoriza ante o dólar entre as principais divisas, subindo 0,30%, a 105,930 ienes. Com isso, o ICE Dollar Index, que mede a variação ante uma cesta de seis moedas, perde 0,12%, a 90,03.

Já os preços do ouro fecharam em alta de 1,4% nesta sessão, a US$ 1.345,80 a onça troy. No primeiro trimestre, o metal acumulou valorização de 0,7%.

Já os preços do petróleo fecharam em forte queda, marcando a maior queda diária desde 9 de fevereiro, na esteira do tombo no mercado de ações. O pessimismo nas bolsas americanas prejudica uma classe ampla de ativos, incluindo as commodities, e também sinalizam aos investidores diminuição da demanda por petróleo. Os contratos do Brent para junho fecharam em baixa de 2,5%, a US$ 67,64 por barril, na ICE, em Londres, enquanto os do WTI para maio recuaram 3%, a US$ 63,01 por barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

Fonte Oficial: Valor.

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