Bolsas da Europa fecham em baixa com tarifas da China aos EUA, mas Londres destoa – Jornal do Comércio

A maioria dos mercados acionários europeus fechou em queda na sessão desta quarta-feira, à exceção da Bolsa de Londres, que destoou de seus pares no continente e foi a única a fechar em alta, ainda que ligeira. Os negócios na região foram amplamente pautados pelo anúncio da China de uma tarifação de 25% sobre US$ 50 bilhões em produtos dos Estados Unidos, incluindo soja, carros, aviões e químicos.

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou esta quarta-feira em baixa de 0,47%, aos 367,33 pontos. Os subíndices mais penalizados foram os de tecnologia e bens industriais e de consumo, que caíram 1,70% e 1,07%, respectivamente.

O mais recente desdobramento da disputa comercial entre Washington e Pequim se aliou a indicadores econômicos na zona do euro, que deixaram as bolsas da região no vermelho. A inflação anual ao consumidor na zona do euro acelerou de 1,1% em fevereiro para 1,4% na comparação anual de março, de acordo com dados preliminares da Eurostat.

Com isso, o dado se aproxima mais a meta do Banco Central Europeu (BCE), que é de um índice de preços ligeiramente inferior a 2%. Já a taxa de desemprego da região caiu de 8,6% em janeiro para 8,5% em fevereiro, no menor nível desde dezembro de 2008.

Na Bolsa de Londres, o FTSE 100 fechou com avanço de 0,05%, para 7.034,01 pontos. A renovação dos temores comerciais envolvendo a China derrubou ações de mineradoras listadas nesta praça, como as da Glencore (-3,16%) e da Anglo American (-3,17%).

Mas o noticiário corporativo ajudou os papéis da Wm Morrison Supermarkets, que tiveram ganho de 2,87% após dados da Kantar Worldpanel mostrarem aumento de 2,4% das vendas da rede varejista nas 12 semanas encerradas em 25 de março. Os da Shire (+2,64%) também subiram, ainda sob a expectativa de investidores de que uma oferta para adquirir a farmacêutica venha da japonesa Takeda. Além disso, a petroleira BP (+0,48%) fechou o pregão no azul, com o fôlego conferido pela desaceleração das perdas do petróleo.

Em Frankfurt, o DAX 30 recuou 0,37%, para 11.957,90 pontos, testando novamente uma queda abaixo da marca psicologicamente importante dos 12 mil pontos. Por lá, destacaram-se as baixas das ações da tech de semicondutores Infineon (-3,01%) e da Lufthansa (-2,92%), penalizadas pelo mau humor com a retaliação tarifária chinesa aos EUA.

O CAC-40, da Bolsa de Paris, perdeu nesta quarta 0,20%, aos 5.141,80 pontos. Na praça francesa, os papéis do Crédit Agricole caíram 0,64%. O banco anunciou nesta quarta que, por determinação do BCE, dará fim até setembro ao pagamento de dividendos de lealdade aos acionistas elegíveis a essa compensação.

Em Madri, o Ibex-35 fechou em baixa de 0,38%, aos 9.513,30 pontos. Já o PSI-20, da Bolsa de Lisboa, cedeu 0,19%, aos 5.373,22 pontos.

Na Bolsa de Milão, o FTSE MIB encerrou com perda de 0,30%, aos 22.442,78 pontos. Outra companhia afetada pela tarifação de Pequim, a Fiat Chrysler viu suas ações perderem 0,54%, enquanto as do Banca Carige subiram 1,23%.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!