Dólar fecha perto da estabilidade com mercado atento ao STF – Jornal do Comércio

O compasso de espera dos investidores pelo desfecho do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu o tom dos negócios no mercado de câmbio brasileiro na tarde desta quarta-feira (4), como já era esperado. Mas a expectativa não chegou a gerar estresse nas cotações do dólar, que oscilaram próximas da estabilidade durante quase todo o período da tarde, enquanto os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) proferiam seus primeiros votos. Ao final da sessão no mercado à vista, a divisa ficou em R$ 3,3402, em alta de 0,04%.

Pela manhã, um movimento de busca por posições defensivas levou o dólar à máxima de R$ 3,3682 (+0,88%). Naquele período, estimulavam as ordens de compra não apenas os temores quanto ao resultado do julgamento do recurso de Lula, mas também a possibilidade de uma guerra comercial entre Estados Unidos e China. O governo chinês divulgou hoje uma lista com mais de cem itens americanos, avaliados em US$ 50 bilhões, que podem ser alvos de sobretaxação na importação. Horas antes, os EUA haviam detalhado medidas no mesmo montante contra a China, com o argumento do roubo de propriedade intelectual.

Segundo Bruno Foresti, gerente de câmbio da Ourinvest, a pressão de compra passou a perder força com a entrada firme de exportadores ofertando moeda, uma vez que a cotação no patamar dos R$ 3,36 representa uma elevação em torno de R$ 0,20 em relação aos valores registrados em fevereiro, quando o dólar atingiu as mínimas do ano. Outro fator apontado para a melhora do desempenho do real teria sido a recuperação das bolsas de Nova Iorque, que por sua vez reduziram as perdas do Índice Bovespa

“Em alguns momentos do dia, houve movimentação até acima do normal, devido à internalização de recursos de exportadores. Os importadores, por sua vez, tiveram comportamento bem mais discretos”, disse.

Na primeira hora da sessão no STF, no entanto, operadores citaram uma drástica redução no volume de negócios, com investidores atentos aos votos dos ministros.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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