Impulsionada por televisores, produção cresce 0,2% em fevereiro – Jornal do Comércio

Impulsionada pela aceleração da produção de eletroeletrônicos, a produção industrial brasileira teve alta de 0,2% em relação a janeiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ontem. No mês passado, o índice havia caído 2,2% na comparação com o mês anterior.

Já na comparação com o mesmo mês do ano passado, a indústria acumula 10 altas consecutivas, apesar de a registrada em fevereiro, de 2,8%, ser a menos acentuada desde setembro de 2017, de 2,6%. O índice acumulado do ano teve alta de 4,3%. O acumulado nos últimos 12 meses avançou 3,0%, o melhor resultado desde junho de 2011 (3,6%).

O crescimento na comparação com fevereiro do ano passado foi impulsionado pela produção de bens de consumo duráveis, que teve alta de 15,6%. A categoria abrange eletroeletrônicos e o setor automobilístico. Considerando todo o setor de eletrodomésticos da chamada linha marrom, composta por televisores, aparelhos de som e similares, o aumento em fevereiro foi de 41,1% frente ao mesmo mês do ano passado. “Esse crescimento já era esperado, porque, tradicionalmente, há uma produção expressiva de TVs nos três meses anteriores à Copa do Mundo”, explicou, em nota, o gerente da pesquisa, André Macedo.

Ainda na comparação com fevereiro de 2017, a categoria bens de capital cresceu (7,8%), seguida por bens de consumo semi e não duráveis (1,6%), e bens intermediários (1,5%), que ficaram abaixo da média do índice geral (2,8%).

O movimento de recuperação das perdas recentes da indústria brasileira ainda ocorre de forma gradual, avaliou Macedo. A indústria operava em fevereiro 15,1% abaixo do pico de produção, registrado em maio de 2011, segundo o IBGE. O ritmo de produção estava em patamar semelhante a abril de 2009, época da crise financeira internacional.

Segundo o pesquisador, não houve alteração recente nos fatores conjunturais que impactam a indústria nacional. As oscilações na série com ajuste sazonal, portanto, seriam fruto de uma recuperação ainda muito lenta e gradual, explicou. O pesquisador reforça que a produção devolve um pouco do patamar que foi conquistado ao fim do ano passado, mas a indústria ainda está em situação melhor do que em meses anteriores, quando a distância do ritmo de produção ao pico superou os 20%.

O avanço na confiança de empresários manteve a categoria de bens de capital em território positivo, embora a produção ainda esteja 36,9% inferior ao ponto máximo registrado em setembro de 2013.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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