Petróleo cai com Baker Hughes e nova rodada de tensões entre EUA e China – Jornal do Comércio

Os contratos futuros de petróleo encerraram esta sexta-feira em queda, em meio ao aumento das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China e indicadores que mostraram o aumento no número de poços e plataformas em atividade em solo americano.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em baixa de 2,33%, a US$ 62,06 por barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para junho recuou 1,79%, a US$ 67,11. Na semana, o WTI perdeu 4,43% e o Brent caiu 3,22%.

Os preços do petróleo voltaram a sentir a pressão do cenário de aversão a risco devido às novas investidas comerciais contra a China tomada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Na noite de quinta-feira, Trump anunciou que considera impor tarifas adicionais sobre US$ 100 bilhões em produtos chineses importados. O governo chinês não tardou a reagir e um porta-voz do Ministério do Comércio prometeu retaliação, caso se confirmem as novas tarifas.

Por enquanto, o petróleo não foi incluído nas tarifas de retaliação da China, mas os investidores estão cautelosos. A China é o segundo maior importador de óleo bruto dos EUA. “O impacto indireto será mais uma desaceleração no comércio global e no crescimento do que na demanda global”, afirmou o analista da consultoria Energy Aspects Richard Mallinson. Até agora, os produtos de energia incluídos nas tarifas chinesas são o propano e o polietileno. Desde que os EUA retomaram as exportações de petróleo em 2016, o boom do xisto ajudou o país a compensar um déficit comercial com Pequim.

Os preços do petróleo foram influenciados pelas tensões comerciais durante grande parte da semana, com os investidores tentando avaliar o resultado provável das conversas entre os dois países. “Isso é apenas barulho. Acredito que as pessoas estão em modo de espera”, disse o vice-presidente sênior de futuros de energia da R.J. O’Brien & Associates, Ric Navy.

A Baker Hughes também contribuiu com a maré baixista nos preços do óleo. Nesta sexta-feira, a companhia informou que houve aumento na atividade de 11 poços e plataforma de petróleo em atividade nos EUA na última semana, para 808, no maior nível em três anos. 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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