Bolsas da Europa avançam em geral, após falas otimistas sobre comércio global – Jornal do Comércio

As bolsas da Europa operam com ganhos em sua grande maioria na manhã desta segunda-feira (9), beneficiadas por declarações mais amenas neste fim de semana sobre os impasses do comércio global entre Estados Unidos e China. Uma mudança no comando do Deutsche Bank beneficia a ação do banco e também o setor bancário no continente em geral. A exceção para o panorama mais otimista é Londres, que chegou a subir, mas perdeu fôlego.

Às 7h40min (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 tinha alta de 0,32%.

No fim de semana, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, mostrou tom mais conciliatório em sua posição sobre o comércio com Pequim. Autoridades ressaltaram que as penalidades não são iminentes e que há tempo para um acordo. O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disse não esperar uma guerra comercial, em entrevista à rede CBS, enquanto o diretor do Conselho Econômico Nacional, Larry Kudlow, enfatizou que “nada aconteceu até agora”. O próprio Trump foi ao Twitter para afirmar que “a China retirará barreiras comerciais porque é a coisa certa a fazer” e prever um acordo sobre propriedade intelectual.

A questão comercial continua a impor certa cautela entre investidores, mas as declarações dos últimos dias deram mais espaço para um otimismo moderado. Ao menos nesta manhã, isso se mostra suficiente para uma recuperação nas praças europeias.

Uma notícia do setor bancário da Alemanha também agradou. O Deutsche Bank, maior banco do país, substituiu seu executivo-chefe John Cryan por Christian Sewing, que comandava o setor de varejo da empresa. Em seu primeiro dia no posto, Sewing admitiu que há desafios grandes pela frente para a companhia, mas enfatizou que não aceitará metas não cumpridas. A mudança e o tom decidido agradaram investidores e a ação subia 3,54%. Também em Frankfurt, Commerzbank avançava 1,71%. BNP Paribas subia 0,78% em Paris e UniCredit, 0,21% em Milão.

Já Barclays recuava 0,12%, após reportagem do Financial Times detalhar que o banco pretende separar sua equipe de negociação de taxas ligadas ao euro, como parte da reorganização do negócio com a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit. Também em Londres, a petroleira BP recuava 1,66%, após divulgar mais detalhes sobre o desenvolvimento de um campo de gás em Omã com uma parceira local. A libra mais forte também pressiona a bolsa londrina, já que isso tende a deixar em baixa ações de empresas exportadoras.

Às 8h08min (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 0,14%, Frankfurt subia 0,46% e Paris tinha alta de 0,20%. Milão avançava 0,37%, Madri subia 0,66% e Lisboa ganhava 0,69%. Entre as moedas, o euro recuava a US$ 1,2271 e a libra subia a US$ 1,4103.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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