Com giro fraco, bolsas de NY fecham em alta, mas longe das máximas – Valor

SÃO PAULO  –  As bolsas de Nova York respiraram nesta segunda-feira (9) após um alívio ao menos temporário das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. O tom positivo, contudo, perdeu fôlego na reta final com relatos de que o FBI, a polícia federal americana, invadiu o escritório de Michael Cohen, advogado de longa data do presidente dos EUA, Donald Trump. A operação buscava registros sobre vários assuntos, incluindo pagamentos a uma atriz de filmes pornográficos.

No fechamento, o Dow Jones subiu 0,19%, aos 23.979,10 pontos, o S&P 500 avançou 0,33%, aos 2.613,16 pontos, e o Nasdaq registrou ganho de 0,51%, aos 6.950,34 pontos. Os três índices terminaram longe das máximas do dia, de alta ao redor de 2%.

Ainda que limitados no fim da sessão, os ganhos foram conduzidos pelo setor de tecnologia. A Apple subiu 1,1% e a Alphabet (controladora do Google) avançou 1%.

A virada de direção em Wall Street também pode ser atribuída ao volume de negócios nesta sessão, o terceiro mais fraco do ano. Foram negociadas 6,2 bilhões de ações, de uma média diária de 7,4 bilhões.

No fim da semana passada, Trump, disse estar considerando mais US$ 100 bilhões em novas tarifas sobre produtos vindos da China, o que abateu as principais bolsas mundiais. Em seguida, como já se tornou rotina, autoridades dos dois países voltaram a diminuir o tom das ameaças de sobretaxação de exportações.

“Não acredito que haverá uma guerra comercial”, afirmou o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, em entrevista à rede “CBS”. “Nada aconteceu até o momento”, enfatizou por sua vez Lawrence Kudlow, chefe da assessoria econômica da Casa Branca. No “Twitter”, Trump também foi mais suave: “a China removerá as suas barreiras comerciais, porque é a coisa certa a ser feita”.

O movimento desta segunda foi também uma espécie de pausa antes de semana que pode dar novos contornos à retórica protecionista que contaminou as bolsas globais no último mês. Na terça-feira (10), o presidente da China, Xi Jinping, discursa no Fórum de Boao para a Ásia, o equivalente chinês do Fórum Econômico Mundial, de Davos. A expectativa é que ele adote um tom duro de alerta sobre os riscos de uma escalada protecionista.

Na sexta-feira (13), será a vez Trump ficar no centro das atenções. O presidente americano chegará a Lima, no Peru, para participar da Cúpula das Américas, onde deverá dar alguma sinalização sobre as discussões em torno do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta). Uma reunião em Washington com autoridades comerciais dos EUA, México e Canadá acabou sem acordo na sexta-feira (6).

Fonte Oficial: Valor.

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