Dólar cai ante moedas principais com previsão de juro mais acomodado nos EUA – Jornal do Comércio

O dólar caiu ante as principais moedas nesta segunda-feira (9) em meio à previsão do Escritório de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos (CBO, na sigla em inglês) que prevê juros mais acomodados no longo prazo nos Estados Unidos. Em relação às emergentes, no entanto, a moeda americana saltou diante do aumento da tensão entre Washington e a Rússia.

No horário de fechamento das bolsas de Nova Iorque, o dólar caía para 106,75 ienes e o euro subia para US$ 1,2324. Ante a moeda russa, a divisa americana saltava para 60,667 rublos.

O CBO disse nesta segunda-feira esperar que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) continue a elevar as taxas de juros, com os Fed funds atingindo 2,4% no quarto trimestre deste ano e 3,4% no fim de 2019. O CBO estima que o pico será atingido em 2021, quando a taxa alcançar 4,0%.

“Depois de 2021, o Federal Reserve irá reduzir a taxa dos Fed funds à medida que a economia desacelera e a taxa deve chegar a 3,0% em meados de 2024”, afirmou o CBO. Já em meados de 2025 até 2026, a agência estima que o banco central reduza a taxa ligeiramente em antecipação ao crescimento mais lento da economia decorrente da expiração dos cortes nos impostos nos Estados Unidos.

Houve também certa tensão no final da tarde, que apoiou moedas de segurança, após o FBI apreender documentos do escritório do advogado pessoal do presidente americano Donald Trump, Michael Cohen.

Parte dos documentos apreendidos estão relacionados com pagamentos feitos à atriz pornô Stephanie Clifford, conhecida como Stormy Daniels. Ela alega ter se envolvido em um caso extraconjugal com Trump na década de 2000. Cohen disse recentemente que pagou US$ 130 mil a Stormy Daniels para ela não falar sobre o assunto.

No noticiário geopolítico, após os Estados Unidos lançarem mão de novas sanções contra a Rússia, na sexta-feira, o presidente Donald Trump culpou Moscou de ter responsabilidade pelo ataque químico à cidade de Douma, na Síria, pelo Kremlin apoiar o governo de Bashar Assad. A tensão fez com que o rublo caísse mais de 4%.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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