Petróleo sobe forte com maior risco geopolítico a partir de ataques na Síria – Jornal do Comércio

O petróleo fechou em forte alta nesta segunda-feira (9) em meio à escalada do risco geopolítico com a retórica adotada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diante das acusações de que as forças militares da Síria teriam utilizado armas químicas em um ataque no sábado a um enclave rebelde perto de Damasco.

Além disso, uma base aérea síria foi atingida por mísseis nesta segunda-feira. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que o ataque partiu de dois caças das forças militares de Israel. Tel-Aviv não comentou as acusações.

Em reação às suspeitas de uso de armas químicas pelo governo sírio, Trump afirmou nesta segunda que “nada está fora de cogitação”, nem mesmo uma nova ação militar americana no país. No domingo, o presidente dos EUA já havia escrito no Twitter que “o presidente Putin, a Rússia e o Irã são responsáveis por apoiar o animal (Bashar) Assad (presidente da Síria)”.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em alta de 2,19%, a US$ 63,42 por barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para junho avançou 2,29%, a US$ 68,65.

Na visão do presidente da Lipow Oil Associates, Andy Lipow, “o mercado (de petróleo) está mais preocupado com as tensões geopolíticas no Oriente Médio” neste momento do que com a disputa comercial entre os EUA e a China. “O que está acontecendo na Síria pode levar a um conflito mais amplo”, avaliou.

No noticiário setorial, o governo da Nigéria anunciou que o presidente do país, Muhammadu Buhari, vai se reunir com o executivo-chefe da Royal Dutch Shell, Ben van Beurden, em uma visita oficial ao Reino Unido, para discutir os planos da companhia anglo-holandesa de investir US$ 15 bilhões na indústria petrolífera do país africano. (Com informações da Dow Jones Newswires)

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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