Dólar cai e quebra maior série de altas em 20 meses – Valor

SÃO PAULO  –  Depois de cravar a mais longa série de altas em 20 meses, o dólar finalmente fechou em baixa nesta terça-feira. A variação negativa de 0,23%, contudo, é bastante modesta perto da escalada de 3,50% acumulada nos últimos seis pregões.

No fechamento, a cotação ficou em R$ 3,4108, depois de oscilar entre R$ 3,4359 (+0,50%) e R$ 3,4019 (-0,49%).

Ou seja, mesmo na mínima, a moeda não conseguiu cair abaixo do que pode ser agora um novo piso informal. Até semana passada, a linha dos R$ 3,40 era considerada resistência técnica.

O alívio nos mercados de risco no exterior e o noticiário político sem maiores novidades aqui abriram espaço para a ligeira correção no câmbio. Ainda assim, analistas dizem que o cenário a partir de agora tende a ser mais instável, o que historicamente se reflete em mais volatilidade cambial e, no atual contexto, em dólar ainda mais alto.

Diferentemente dos últimos dias, o real conseguiu hoje escapar das primeiras posições das moedas que mais perderam ante o dólar. Rublo russo (-3,55%) e lira turca (–0,98%) lideram nesta terça-feira. Mas em abril a moeda brasileira é a terceira que mais cai (-3,15%), melhor apenas que justamente as de Rússia (-9,15%) e Turquia (-3,80%).

“O governo Temer está ‘morto’, uma vez que a agenda eleitoral domina o debate. Portanto, sem reformas, apenas no modo sobrevivência”, diz o profissional de tesouraria de um grande banco em São Paulo. Ele acrescenta que os candidatos de centro-direita ainda estão “fracos” e que os riscos de “extremos” estão em ascensão.

“O mercado não estava de forma alguma preparado para isso. E mesmo a história de Lula não ajuda, já que há um radicalismo emergindo”, conclui, referindo-se à ideia de que o petista está praticamente fora da corrida eleitoral.

Hoje, as taxas de cupom cambial voltaram a subir nesta terça-feira. A combinação entre alta do cupom cambial (juro em dólar) e queda da Selic (juro em reais) tem reduzido substancialmente o custo de carregamento de posições compradas em dólar – ou seja, que ganham com a alta da divisa americana. O resultado é que empresas e investidores têm reforçado o uso do câmbio como instrumento de “hedge” de posições otimistas em Bolsa (principalmente) e renda fixa.

Fonte Oficial: Valor.

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