Boeing e Embraer estão perto de um acordo, diz ministro da Defesa – Jornal do Comércio

Boeing e Embraer “estão se aproximando de um acordo” após meses de negociações, disse ontem o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna. Caso seja concretizada, a sociedade será a segunda em seis meses entre grandes fabricantes de aeronaves.

A joint venture deve dar à norte-americana o controle sobre a aérea de jatos regionais da Embraer. “Para ser direto, eu diria que isso vai acabar em casamento”, afirmou.

Os comentários sugerem que o governo brasileiro vê, cada vez mais, com bons olhos as discussões, fator determinante, uma vez que Brasília tem o poder de vetar o negócio. A associação aprofundaria uma mudança significativa no mercado de jatos comerciais desencadeada em outubro quando a francesa Airbus assumiu o controle do programa das aeronaves C Series da canadense Bombardier – jatos que devem competir diretamente com modelos da Embraer e que são motivos de queixas da Boeing, que acusa a rival de Montreal de ser subsidiada em nível desleal.

As ações da Embraer subiram 4,6% após as declarações do ministro. Os papéis da Boeing avançaram até 3,6%.

O governo brasileiro busca garantias de que não haverá influência norte-americana em questões de defesa. Já os norte-americanos estão tentando mostrar que não será uma compra simples, e que a Boeing pode usar o Brasil para desenvolver produtos na área de defesa que seriam mais facilmente vendidos para outros mercados, sem a restrição das leis dos EUA, que impedem a exportação de tecnologia sensível da área militar a outras nações.

O ministro de Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, disse ontem que as discussões em torno do novo regime automotivo, o Rota 2030, ainda estão em fase de maturação e que caberá ao presidente Michel Temer fazer o anúncio.
“O setor automotivo terá um regime. O próprio presidente da República já disse isso”, afirmou o ministro.
Marcos Jorge evitou entrar em detalhes. Mas ao mencionar o presidente, ele se referia a uma declaração feita na última sexta-feira. Temer afirmou que pretende fechar o regime até o mês que vem.
Entre as novidades que o Rota 2030 deve trazer está a concessão de incentivos à produção de carros elétricos e híbridos e o aumento da segurança dos veículos. O regime não saiu porque há divergências entre os ministérios da Indústria e da Fazenda. A renúncia fiscal com os incentivos deve ficar em R$ 1,5 bilhão ao ano.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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