Bolsas de Nova Iorque caem, afetadas por ata do Fed e tensões geopolíticas – Jornal do Comércio

Os mercados acionários americanos encerraram o pregão desta quarta-feira (11), em baixa, à medida que os investidores monitoraram tensões geopolíticas e a ata da reunião de política monetária de março do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Nesse sentido, nem mesmo o depoimento de Mark Zuckerberg na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos fez com que os investidores voltassem a ir às compras em Nova Iorque.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,90%, aos 24.189,45 pontos; o S&P 500 recuou 0,55%, aos 2.642,19 pontos; e o Nasdaq cedeu 0,36%, aos 7.069,03 pontos.

Desde o início do dia, os preços das ações em solo americano operam no terreno negativo, devido à nova onda de tensões no Oriente Médio. Em seu perfil no Twitter, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar a Síria com mísseis e criticou a Rússia por ser aliada do regime de Bashar al-Assad, acusado, nos últimos dias, de ter responsabilidade em um ataque com armas químicas contra civis sírios. “A Rússia se compromete a derrubar quaisquer mísseis disparados na Síria. Fique preparada, Rússia, porque eles estão vindo, belos e novos e ‘inteligentes’!”, comentou o líder americano.

“Os títulos públicos estão se recuperando e as ações estão sofrendo devido aos tuítes feitos por Trump sobre a Rússia, dizendo que as bombas estão indo para a Síria”, disse o economista Christopher Rupkey, do MUFG Union Bank. Com as tensões geopolíticas envolvendo o Oriente Médio, ações de defesa ganharam impulso, mas perderam força no fim do pregão devido à ata do Fed. A Lockheed Martin subiu 0,02% e a Raytheon avançou 0,13%.

Com o Oriente Médio no radar, os preços do petróleo aceleraram os ganhos e fecharam no maior nível desde dezembro de 2014. Acompanhando o movimento, ações de energia se destacaram: Chevron subiu 0,34%, ExxonMobil ganhou 0,47% e ConocoPhillips avançou 1,43%.

Já a ata do Fed foi marcada pelo otimismo dos dirigentes do banco central com as perspectivas de inflação e crescimento em solo americano. O elo entre a reforma tributária nos EUA e o acordo orçamentário deste ano deve dar “impulso significativo” ao crescimento econômico do país, de acordo com os banqueiros centrais. Eles também se mostraram otimistas, mas revelaram que a magnitude e o timing dos efeitos na economia das mudanças fiscais são incertos.

A inflação foi outro tópico abordado pela autoridade monetária dos EUA. Todos os dirigentes acreditam que o índice de preços dos gastos com consumo (PCE) vai chegar ao nível de 2% neste ano, enquanto alguns avaliam que a inflação está mais firme e se estabilizou, após fatores transitórios.

“Não foi surpresa que a última ata do Fed tivesse uma perspectiva agressiva em relação às estimativas de juros e de inflação”, apontaram os economistas do RBC Capital Markets. Eles afirmaram que mantêm a visão de que o banco central americano elevará os juros quatro vezes neste ano e outras quatro em 2019.

Nesse sentido, os mercados acionários perderam força e renovaram mínimas na hora final da sessão. O movimento só não foi mais intenso porque algumas techs continuaram em alta firme. O Facebook (+0,78%) foi uma dessas companhias, após novo depoimento de Mark Zuckerberg no Congresso. A Neflix ganhou 1,88% e a Snap subiu 2,21%.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!