Bolsas de NY fecham em queda com risco geopolítico – Valor

SÃO PAULO  –  As bolsas de Nova York deram uma pausa após duas sessões de recuperação e fecharam em queda nesta quarta-feira (11) com a cautela trazida pelos riscos geopolíticos. Os investidores observaram a possibilidade de uma ofensiva militar dos Estados Unidos à Síria, em resposta a um suposto ataque com armas químicas do regime do presidente sírio Bashar al-Assad na semana passada. O mercado também teme que a ação desencadeie uma resposta dos aliados de Assad, a Rússia e o Irã.

O cenário se acirrou depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, recorrer ao Twitter pela manhã para avisar a Rússia de que mísseis “novos e inteligentes” chegarão à Síria. Os russos prometem abater os mísseis americanos que chegarem a território sírio. Também pesaram os relatos de que a Arábia Saudita interceptou um míssil perto da capital, Riad.

A queda foi generalizada nas bolsas americanas, com exceção do setor imobiliário, considerado defensivo, e o de energia, novamente ajudado pela valorização do petróleo. O Dow Jones fechou em queda de 0,90%, aos 24.189,45 pontos, o S&P 500 recuou 0,55%, aos 2.642,19 pontos, e o Nasdaq caiu 0,36%, aos 7.069,02 pontos.

O cenário de cautela voltou a aumentar a busca por proteção no ouro e nos Treasuries. O metal subiu 1,1%, nesta quarta, a US$ 1.360 a onça-troy, na máxima desde janeiro. Já os rendimentos (“yields”) das T-notes de 10 anos recuaram a 2,790%, de 2,799% do fim do dia anterior. O yield se move na direção contrária à do preço do título.

Alguns investidores acreditam que conflitos internacionais, assim como os temores recentes de guerra comercial, levem a custos maiores para as empresas e a um crescimento econômico mais lento.

“Isso está ocorrendo num momento em que os fundamentos para o mercado de ações não estão tão bons como eram há poucos meses”, disse Luca Paolini, estrategista-chefe da Pictet Asset Management.

O Fed divulgou hoje a ata da última reunião de política monetária, sem trazer surpresas ao mercado, apesar do tom marginalmente mais “hawkish” (inclinado ao aperto monetário).

“Vários participantes indicaram que a perspectiva mais forte para a economia, somada à maior confiança de que a inflação retornaria à meta de 2% no médio prazo, sugere a trajetória apropriada para os Fed Funds nos próximos anos provavelmente será um pouco mais acentuada do que era esperado”, apontou a ata.

Os preços do petróleo encerraram nas máximas em mais de três anos com as tensões geopolíticas no Oriente Médio. O Brent para junho, referência global, encerrou em alta de 1,4%, a US$ 72,06 por barril, na ICE, em Londres, maior valor desde 1º de dezembro de 2014. Ontem, este contrato já havia atingido uma máxima em mais de três anos. Já WTI de maio avançou 2%, a US$ 66,82 por barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), maior nível de fechamento desde 3 de dezembro de 2014.

Fonte Oficial: Valor.

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