Dólar cai e abandona a casa dos R$ 3,40, com Ilan e petróleo – Jornal do Comércio

O dólar à vista se acalmou e devolveu nesta quarta-feira (11) parte da alta acumulada nos últimos pregões – no fechamento, recuou 0,72% ante o real e fechou a R$ 3,3860, abandonando a casa dos R$ 3,40. Na mínima do dia, saiu a R$ 3,3754 (-1,03%). O dia foi, no geral, de enfraquecimento do dólar em relação a divisas dos países emergentes – até o rublo, que vinha sofrendo nos últimos pregões, se recuperou um pouco. O petróleo, em alta, também continuou contribuindo. Mas operadores também afirmam que, internamente, a entrevista dada pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, à imprensa internacional nesta manhã ajudou a acalmar o mercado.

Ilan citou que o BC tem as reservas internacionais, atualmente em US$ 383 bilhões, e estoque de swaps, próximo de US$ 24 bilhões, para fazer frente à volatilidade do mercado. “Temos o suficiente de reservas e de swaps para enfrentar qualquer cenário à frente”, disse. No pregão nervoso de segunda-feira, quando o dólar rompeu a casa dos R$ 3,40, um gestor de um banco internacional afirmou que o mercado esperava alguma sinalização do BC em relação ao comportamento do câmbio.

“O fato de Ilan ter falado no assunto ajudou a conter o dólar hoje, embora ele tenha operado aqui em linha com outras moedas internacionais”, afirma um gestor de moedas. “O que parece é que, após absorver o risco eleitoral, o dólar está buscando um outro patamar de negociação”, disse. A divulgação da ata do Fed não teve interferência relevante nos negócios com o câmbio à tarde.

Operadores citaram ainda que o dia também foi mais tranquilo no cenário geopolítico, com destaque para o fato de o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ter se mostrado aberto a dialogar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o caso da Síria. Às 17h10, o dólar estava em queda em relação ao rublo (-0,64%), ao peso chileno (-0,42%), ao dólar canadense (-0,16%); e ao rand sul-africano (-0,68%) e operava em alta ante o dólar australiano (+0,12%).

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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