Pausa das apreensões na cena política dá brecha e Ibovespa sobe 0,87% – Jornal do Comércio

A bolsa local terminou o pregão desta quarta-feira (11), em alta de 0,87%, aos 85.245,58 pontos, descolando da trajetória de seus pares do exterior. De acordo com analistas, uma pausa das apreensões relacionadas à cena política deu brecha para a continuidade do movimento de recomposição das perdas registradas até o pregão de segunda-feira. O giro financeiro foi de R$ 10 bilhões.

As blue chips, com peso significativo na carteira teórica, ajudaram a sustentar a alta do índice à vista. Amparadas pela continuidade da valorização da cotação do petróleo no mercado internacional, as ações da Petrobras subiram 2,31% (ON) e 1,87% (PN). O bloco financeiro também apontou alta, com Bradesco PN subindo 2,34%, seguido pelas Units do Santander (1,96%) e Itaú Unibanco PN (1,65%). As ações ON do Banco do Brasil, que vinham em queda nos últimos dias ilustrando a tensão política, se recuperaram e encerraram a sessão em alta de 0,83%.

Segundo Aldo Muniz Filho, analista da Um Investimentos, o gatilho de hoje está relacionado à questão político-jurídica, entre elas, a notícia de postergação do julgamento do pedido de liminar do PEN contra a prisão após a condenação em segunda instância. “O assunto não está resolvido, mas está sendo atrasado”, disse, referindo-se à suspensão por cinco dias que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello determinou à tramitação do pedido do partido.

Após o fechamento do pregão, ainda seguiam as discussões em sessão da Corte em torno do habeas corpus pedido pelo ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, prevista na pauta.

O Ibovespa praticamente passou ao largo da reação negativa das bolsas em Nova York à divulgação da ata sobre a última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). Na avaliação de Filho, o documento derrubou água fria na medida em que não foi claro o suficiente sobre o rumo do aperto dos juros.

Além disso, ressaltou o analista da Um, os dirigentes do Fed demonstraram preocupação com a guerra comercial, uma vez que o conflito tem o potencial de interferir no processo de equalização da política monetária. “Ainda não teve reflexo, mas isso é uma preocupação dos integrantes do Fed”, disse.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!