Sociedade ruma para redução da pobreza – Jornal do Comércio

O crescimento massivo da riqueza per capita contribuirá para a redução das condições de extrema pobreza nos próximos anos. A PhD em economia e pesquisadora sênior do Acton Institute, Anne Rathbone Bradley, comenta que, em 1820, cerca de 95% da população vivia com menos de US$ 2 por dia. Hoje, 8% apresenta essa mesma condição, e a perspectiva, conforme estimativas do Banco Mundial, é que, até 2030, esse percentual caia para 3%, mesmo com a população crescendo.

Anne, que participou ontem do painel Agentes de Mudança do Fórum da Liberdade, no Centro de Eventos da Pucrs, ressalta que o ser humano nasce querendo florescer, e isso se estende não apenas aos ricos e poderosos. “Todos querem viver em um mundo no qual pode prosperar”, frisa. A economista destaca que há sérios problemas na sociedade, mas é possível resolvê-los.

Para Anne, a economia é uma disciplina que estuda os seres humanos, com a missão de compreendê-los. “A gente conversa sobre PIB, déficit, matemática, e não é assim que deve começar, não existe a macroeconomia sem a microeconomia”, argumenta. A pesquisadora sênior do Acton Institute enfatiza que cada indivíduo é único, todos diferentes, cada cérebro com seu pensamento. Apesar disso, Anne alerta que não é possível sobreviver sozinho, quanto mais prosperar sozinho. “Você depende de milhões de pessoas ao sair de casa, ao escovar os dentes, ao tomar café, não sei fazer o meu laptop, o meu cereal ou a minha manteiga”, detalha.

Segundo Anne, é preciso uma ordem econômica, mas o problema com tecnocratas é que eles não sabem o que o indivíduo precisa. A economista diz que o aumento da riqueza não é tudo, mas é parte importante da satisfação humana. Anne crê que o mercado empodera as pessoas comuns.

Outro painelista, o economista Rodrigo Constantino, autor do livro Economia do indivíduo – O legado da Escola Austríaca, iniciou sua palestra com um gracejo: “o Fórum da Liberdade, ao contrário do PIB brasileiro, é um evento que continua crescendo”. Um dos temas que abordou foi o que chamou da “praga do coletivismo”. Ele exemplificou o coletivista como a pessoa que leva em conta apenas uma característica da questão, ou seja, como a feminista que só leva em consideração o tópico do gênero. Porém, Constantino faz a ressalva que vem percebendo o perigo do individualismo exacerbado, que torna o indivíduo uma ilha, o que pode beirar a sociopatia.

 

Palestrantes lembram cenário político nacional e destacam mudanças no País

Quando Rodrigo Constantino citou que a pré-candidata à presidência da República Marina Silva (Rede) fez menção ao Iluminismo francês e ao lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” durante sua passagem no Fórum da Liberdade, mas esqueceu que essa história acabou com Robespierre “degolando todo mundo” e Napoleão, o economista arrancou aplausos da plateia. Constantino sugeriu que se olhasse com mais atenção para o Iluminismo britânico e destacou que Adam Smith, economista e filósofo escocês, abordou as virtudes sociais e a simpatia pelo próximo.

Quem fechou o debate foi o presidente do Conselho de Administração do Ayn Rand Institute, Yaron Brook, que, no começo de sua apresentação, lembrou que, há dois anos, quando esteve no Fórum da Liberdade, as pessoas só olhavam os celulares para saber sobre os votos do impeachment de Dilma Rousseff (PT) e, agora, olhavam para os mesmos aparelhos para ler sobre a prisão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “A mudança está acontecendo no Brasil, e é algo lindo”, diz. Brook afirma que o crime real de Lula foi a coação para controlar a economia, roubar as riquezas e o potencial do Brasil. O presidente do Conselho de Administração do Ayn Rand Institute, inclusive, comentou que tem uma proposta para mitigar a pobreza que é a privatização da favela. A sugestão gerou risos da plateia. O palestrante vê ali espaços para criar negócios e gerar empregos.

Brook sustenta que é necessária uma revolução ideológica e líderes políticos que desmanchem as operações do governo. Para ele, já foi demonstrado que o socialismo não funciona, mas a pergunta que precisa ser respondida, agora, é o que funciona. O palestrante ainda fez uma advertência: “as pessoas são ignorantes, é triste, mas são ignorantes na história, na economia, no que suas vidas precisam para prosperar”.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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