Após relutância, bolsas da Europa se recuperam com tuíte de Trump sobre Síria – Jornal do Comércio

Depois de operarem relutantes por algumas horas, as bolsas europeias deram claros sinais de recuperação após o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar que ainda não decidiu sobre uma eventual ofensiva militar americana na Síria. Em mensagem publicada no Twitter nesta manhã de quinta-feira (12), Trump afirmou que “nunca disse” quando ocorreria um ataque dos EUA na Síria. “Poderá ser muito em breve ou poderá não ser nada em breve!”, acrescentou.

Ontem, um tuíte anterior do presidente americano havia gerado a impressão de que uma operação dos EUA na Síria poderia ser iminente. Trump vem ameaçando intervir na Síria desde que um suposto ataque com armas químicas matou dezenas de civis sírios no último fim de semana.

Investidores europeus também acompanham os desdobramentos da política monetária nos EUA e na zona do euro. O Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) relatou ontem, na ata da reunião de política monetária de março, que todos seus dirigentes esperam que a economia americana continue crescendo e que a inflação siga ganhando força. Para analistas, o tom do documento foi mais “hawkish” (favorável ao aperto monetário) e sugere que novos aumentos de juros virão nos EUA. No encontro do mês passado, o Fed elevou seus juros básicos em 0,25 ponto porcentual, como era amplamente esperado.

Logo mais, às 8h30 (de Brasília), será a vez de o Banco Central Europeu (BCE) divulgar a ata de sua última reunião. Ainda há dúvidas sobre até quando o BCE manterá seu programa de compras de ativos (o chamado “QE”), que, em princípio, irá até setembro.

Também continua no radar a disputa comercial entre EUA e China. Hoje, um porta-voz do Ministério de Comércio chinês negou que a recente promessa do presidente Xi Jinping de abrir ainda mais o mercado chinês fosse uma concessão a Washington para que os dois lados tentem superar suas desavenças comerciais. Segundo o porta-voz, os EUA “não têm mostrado sinceridade” e negociações entre Pequim e Washington sequer começaram.

Entre indicadores europeus do dia, o destaque foi a produção industrial da zona do euro, que decepcionou ao cair 0,8% em fevereiro ante janeiro. Analistas previam avanço de 0,2% na produção industrial do bloco.

Às 7h49min (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,05%, a de Paris avançava 0,26% e a de Frankfurt tinha valorização de 0,44%. Já Madri, Milão e Lisboa exibiam ganhos de 0,06%, 0,70% e 0,12%, respectivamente. No mercado de câmbio, o euro se enfraquecia, a US$ 1,2338, mas a libra subia levemente, cotada a US$ 1,4183. 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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