Ouro cai com visão de que ataque dos EUA à Síria não é mais iminente – Jornal do Comércio

O ouro fechou em baixa na sessão desta quinta-feira (12) em linha com o tom menos bélico adotado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em mais uma manifestação sobre a possibilidade de uma ação militar na Síria, após acusar o governo do país de usar armas químicas contra civis em um ataque recente. Os investidores monitoraram ainda o tom adotado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) para a política monetária. “Nunca disse quando um ataque na Síria ocorreria. Pode ser muito em breve ou nada em breve!”, escreveu Trump em sua conta no Twitter.

Assim, a queda de hoje no preço do metal é também uma correção da cotação inflada pelo que parecia ser um iminente ataque militar às forças de um governo que tem como seu maior aliado a Rússia. Ontem, o ocupante da Casa Branca havia dado como certo o lançamento de mísseis contra a Síria, o que levou o ouro às cotações mais altas do ano durante a sessão, já que é visto por investidores como um ativo de segurança.

“As tensões parecem ter diminuído hoje (quinta)”, disse o estrategista-chefe para ouro da State Street Global Advisors. “Ninguém está falando sobre o apocalipse”. Na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato futuro de ouro para junho fechou em baixa de US$ 18,10 (-1,33%), a US$ 1.341,90 a onça-troy.

Em nota a clientes, a filial de Nova Iorque do banco britânico Standard Chartered atribui parte do recuo do ouro às informações trazidas pela ata da última reunião de política monetária do Fed, divulgada ontem.

“A ata ‘hawkish’ (mais propensa ao aperto monetário) tirou o vento das velas do ouro e esperamos que os preços testem a tendência baixista”, escreveu a analista de metais preciosos da instituição, Suki Cooper.

O Commerzbank vai na mesma linha e reafirma sua expectativa de que o Fed promova mais três elevações dos Fed Funds neste ano. Este cenário tende a aumentar os rendimentos dos Treasuries, tornando o ouro um ativo comparativamente menos atraente.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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