Petróleo retoma trajetória de alta e renova máxima em mais de 3 anos – Jornal do Comércio

O petróleo fechou em alta nesta sexta-feira (13) em meio ao refluxo do risco geopolítico gerado pela possibilidade de uma ação militar coordenada entre Estados Unidos, França e Reino Unido na Síria e a diminuição da produção na Venezuela.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em alta de 0,48%, a US$ 67,39 por barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para junho avançou 0,78%, a US$ 72,58. São os maiores níveis de fechamento em mais de 3 anos. Na semana, o WTI disparou 8,59% e o Brent escalou 8,15%.

Os investidores do mercado de petróleo estão atentos a uma possível ação militar que os EUA, junto com países aliados, como Reino Unido e França, poderiam adotar contra a Síria. O ataque seria uma retaliação ao governo de Bashar al-Assad, devido ao suposto uso de armas químicas que provocou ao menos 40 mortes em solo sírio no último fim de semana.

Pela manhã, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) informou que a produção de petróleo da Venezuela caiu 55 mil barris por dia em março, chegando à média de 1,5 milhão de barris por dia, número historicamente baixo.

“Infelizmente para a Venezuela, a trajetória da sua produção petroleira continua rapidamente se deteriorando”, disse Russ Dallen, da Caracas Capital Markets. “Exceto o período de greve contra Chávez em 2003 e as cotas de corte da Opep nos anos 1980, esse é o nível mais baixo de produção da Venezuela desde 1949”, afirmou Dallen.

Ainda no noticiário setorial, o número de poços e plataformas de petróleo em atividade nos Estados Unidos subiu 7 na última semana, a 815, informou nesta sexta-feira a Baker Hughes, companhia que presta serviços no setor. (Com informações da Dow Jones Newswires)

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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