Regulação das fintechs de crédito deve sair ainda neste mês, diz Ilan – Valor

SÃO PAULO  –  O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, confirmou que a autoridade pretende oficializar a regulação sobre as “fintechs” de crédito ainda neste mês, durante evento do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e Insper, em São Paulo. “Neste mês, vamos regular as fintechs de crédito”, afirmou.

“Temos adotado uma postura de deixar entrar, deixar competir e regular apenas quando necessário”, disse Ilan sobre as fintechs. Na visão do presidente do BC, “as inovações permitem maior competição no sistema e o surgimento de soluções adequadas às demandas atuais dos clientes e de novos modelos de negócio, com redução de custos em várias áreas”.

O presidente do BC voltou a reforçar, assim como em comentários públicos recentes, a necessidade de o Brasil continuar a realizar as reformas, em especial da Previdência. 

Ilan destacou também a Agenda BC+. Faz parte dela, notou, um incentivo à competição no setor financeiro. Essa agenda, acrescentou, também conta com o empoderamento das instituições pequenas e médias. “Temos mais de uma centena de bancos pequenos e médios, e um número ainda maior de cooperativas e agora temos cinco níveis de regulação, que empoderam as pequenas e médias instituições financeiras, ao mesmo tempo em que resguardam sua solidez”.

Ilan mencionou ainda o incentivo à competição nos meios de pagamento. “Foram adotadas medidas que melhoram a concorrência e tornam o uso do cartão de crédito mais eficiente e barato, para aumentar o uso de instrumentos eletrônicos no país, incluindo o cartão de débito, e para incentivar a oferta e a diferenciação de produtos ao consumidor, com maior transparência nos custos.”

Uma das medidas adotadas, a limitação, a partir de 1º de outubro de 2018, dos percentuais da tarifa de intercâmbio dos cartões de débito, deve gerar uma redução de custos para os consumidores, avalia o presidente do BC. “A expectativa é que a redução seja repassada pelo credenciador ao estabelecimento comercial e deste para o consumidor”, considerou.

Ilan apontou a portabilidade de serviços bancários como uma das medidas mais significativas para criar mais competitividade no sistema bancário. “As ferramentas de portabilidade tem por objetivo conferir aos clientes condições para escolher a instituição que melhor atenda às suas necessidades e permitir a migração do seu relacionamento de uma instituição para outra”, afirmou.

Dentro do projeto de aumento da competição, o dirigente do BC destacou o papel do próprio FGC. “Além da função principal de contribuir para a estabilidade do sistema financeiro nacional, devemos considerar também que o FGC contribui para o aumento da competitividade ao oferecer tratamento isonômico, independente do porte da instituição associada”, considerou.

Conforme Ilan, a cobertura do FGC permite aos bancos de menor porte oferecer taxas competitivas para os clientes de varejo. “Além disso, reduz o risco de corrida bancária e a ocorrência de resgates antecipados inesperados que possam impactar seu fluxo de caixa.”

Fonte Oficial: Valor.

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