Tribunal russo autoriza bloqueio do serviço de mensagens Telegram – Jornal do Comércio

O Tribunal Distrital de Tagansky, em Moscou, aceitou nesta sexta-feira (13), a exigência do sensor estatal russo Roskomnadzor de bloquear o acesso ao serviço de mensagens Telegram na Rússia, devido à recusa do app em fornecer dados de seus usuários. “O tribunal decidiu dar a razão para o processo Roskomnadzor. A decisão será tomada imediatamente”, afirmou a juíza Yulia Smolina, segundo a imprensa local.

Roskomnadzor anunciou anteriormente que entrou com uma ação contra o Telegram para exigir que ele seja bloqueado por causa de sua recusa em fornecer as chaves de criptografia para o serviço de segurança dentro do prazo exigido. O Serviço Federal de Segurança da Rússia (SFS) solicitou acesso às mensagens do aplicativo sob suspeita de que ele é usado para organizar atividades terroristas, incluindo o ataque a bomba no metrô de São Petersburgo – na segunda maior cidade russa – em que 14 pessoas morreram em abril passado.

O Telegram, um dos aplicativos de mensagens mais populares da Rússia, recusou-se a atender à solicitação sob o argumento das leis de privacidade. Roskomnadzor deve iniciar o processo para banir o Telegram depois de receber o veredicto correspondente da Corte Distrital de Tagansky, segundo um comunicado da agência.

“A questão da retomada do acesso às fontes de informação do Telegram será considerada se o Telegram fornecer ao SFS as informações necessárias para decifrar as mensagens de seus usuários”, disse Roskomnadzor.

Em resposta, os advogados do Telegram disseram que vão entrar com um recurso no Tribunal da Cidade de Moscou após um estudo cuidadoso do veredicto. Ao mesmo tempo, o proprietário do Telegram, Pavel Durov, afirmou que o aplicativo de mensagens usará métodos internos para evitar o bloqueio, embora o acesso total ao serviço sem VPN não seja garantido.

O Telegram, criado em 2013, é atualmente um dos aplicativos de mensagens mais populares para celulares. Ele tem 200 milhões de usuários em todo o mundo, muitos deles nas antigas repúblicas da União Soviética e no Oriente Médio. 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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