cmbio flutuante primeira linha de defesa contra choques externos – Jornal do Comércio

Em apontamentos relativos à palestra do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, nesta tarde no FMI, em Washington, divulgados pelo BC, está destacado que no início da sua gestão no comando da autoridade monetária foi dada alta prioridade para ancorar expectativas de inflação antes do início do ciclo de redução de juros, que levou a Selic de 14,25% para os atuais 6,5%.

No texto, é ressaltado que a mudança da política econômica foi precondição para os resultados atingidos atualmente pela inflação. Segundo ele, também foram importantes o câmbio flutuante e as reservas cambiais “robustas”, assim como foram cruciais avanços na estratégia de comunicação da autoridade monetária.

Os apontamentos também dão ênfase à avaliação de que os países emergentes devem atuar de forma preventiva em relação à perspectiva de juros maiores nos EUA, numa conjuntura internacional que é ainda decorrente de crescimento global e ambiente favorável de condições financeiras.

Segundo o texto divulgado pelo BC, com a nova política econômica adotada pelo governo Michel Temer, o Brasil está menos vulnerável a choques externos, que têm o regime de câmbio flutuante como primeira linha de defesa. Mas a autoridade monetária enfatizou que este sistema cambial “não evita que o BC use instrumentos a nossa disposição para evitar excessiva volatilidade no mercado de câmbio”.

No contexto de construção de defesas para o País se proteger de choques externos, o BC ressaltou que é relevante evitar grandes descasamentos de moedas. O Banco Central também detalhou que o estoque de reservas internacionais está em US$ 380 bilhões, perto de 20% do PIB, e funciona como um seguro para períodos de turbulências em mercados. “O BC reduziu o estoque de swaps cambiais de US$ 108 bilhões para o nível atual de US$ 24 bilhões.”

Setor externo

Ilan ressalta que o déficit de conta corrente atingiu em fevereiro 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB), em 12 meses, depois de ter alcançado 3,3% do PIB no final de 2015. Ao mesmo tempo, a autoridade monetária destacou que os Investimentos Diretos no País (IDP) atingiram 3,1% do PIB, quase 8 vezes o resultado negativo das transações correntes.

O texto comunicado pelo BC destacou também que o sistema financeiro no País e o setor corporativo estão muito resilientes a flutuações do câmbio e que a dívida pública externa do Brasil “não é um problema”.

De acordo com os apontamentos, as fontes externas de funding representam parte pequena dos passivos do sistema bancário e também enfatizaram que o setor corporativo já está bem protegido contra depreciação da moeda doméstica.

“O sistema bancário brasileiro tem capital suficiente e proteções de liquidez para fazer frente a um cenário de graves condições econômicas”, ressaltou o BC. “O total do endividamento externo do setor não financeiro tem caído desde 2015 e atualmente está ao redor de 17% do PIB.”

Segundo o texto, a resiliência da economia é resultado de persistente melhora dos fundamentos, o que ocorre com políticas macroeconômicas que preservaram o crescimento.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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