Marina acredita em tripé macroeconômico para promover crescimento – Valor

BELO HORIZONTE  –  A pré-candidata à Presidência da República Marina Silva (Rede) afirmou nesta quinta-feira (19) que o Brasil precisa do chamado tripé macroeconômico para voltar a crescer com sustentabilidade e também de um programa social de alcance do Bolsa Família para reduzir pobreza. O tripé é formado por metas de inflação, câmbio flutuante e controle fiscal. O primeiro é uma marca do governo do PSDB e, o segundo, da gestão do PT.

“Não vamos reinventar a roda. Em termos de política macroeconômica, vamos manter o tripé do plano real, com ajustes que precisam ser feitos”, disse ela ao Valor em vista a Belo Horizonte.

Sobre o Bolsa Família, disse que o programa “deve ser tornado um direito” e que mostrou ter um impacto crucial na vida da população mais pobre ao custo de 0,5% do Produto Interno Bruto. “Não é preciso abrir mão de políticas estratégicas que ajudam no combate a iniquidades.”

Marina é assessorada por Eduardo Gianetti da Fonseca e André Lara Resende, que estão à frente da pauta econômica de sua campanha.

Na recente pesquisa Datafolha, Marina apareceu – nos cenários sem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa – com 15% a 16% das intenções de voto. Ela ficou empatada na margem de erro com o primeiro da pesquisa, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ). Na projeção de um segundo turno sem Lula, ela é única que bate com folga o parlamentar (44% a 31% das intenções de voto).

Na entrevista, a ex-senadora e ex-ministra do governo Lula, disse não ver como tabu a ideia de privatizações. Mas criticou o plano do governo de Michel Temer (PMDB) de vender a Eletrobras, dizendo que não é inteligente vender um ativo desse porte para “tapar rombo da dívida pública”. Disse também que seria um equívoco ter uma matriz de energia baseada em grandes barragens da Amazônia.

Outra crítica que Marina tem feito ao governo diz respeito à instituição de teto de gastos por 20 anos. Ela defende controle de gastos, mas diz que isso pode ser feito por meio da execução orçamentária e também por meio de combate à corrupção.

Marina, que caminha para sua terceira tentativa de se eleger presidente, terá este ano apenas 10 segundos de propaganda de rádio e TV.

Diz que discute apoios de partidos que estiveram ao seu lado em 2014. Naquele ano, ela concorreu pelo PSB. Agora, lembrou ela, alguns deles estão discutindo candidatura própria. “O que não nos impede de continuar dialogando.”

O PSB discute lançar o ex-ministro Joaquim Barbosa, que apareceu como surpresa com 8% a 10% no Datafolha. Sobre a especulada chapa com o jurista, Marina desconversa. “Especulações são especulações.” Mas o elogia: “Acho que ele vai dar, sim, uma contribuição importante para a política.”

Em sua visita à capital mineira, Marina se reuniu com o prefeito Alexandre Kalil (PHS). O vice-prefeito, Paulo Lamac, é colega de Marina no Rede.

Fonte Oficial: Valor.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!