Santander Brasil: Lucro líquido gerencial sobe 25,4% no 1º trimestre – Valor

SÃO PAULO  –  O Santander Brasil apresentou lucro líquido gerencial de R$ 2,859 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que mostra um crescimento de 25,4% em relação ao mesmo período de 2017. A cifra exclui itens extraordinários e reverte despesas com amortização de ágio.

Em termos societários, o lucro foi de R$ 2,820 bilhões, um aumento de 54,6% em relação ao apresentado nos três meses iniciais do ano passado.

O resultado gerencial do Santander superou a média das projeções de analistas consultados pelo Valor, que indicava um lucro de R$ 2,689 bilhões.

Com o resultado, o Santander gerou um retorno ajustado sobre o patrimônio líquido anualizado de 19,1%, com alta 3,2 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

O impacto esperado da queda da taxa Selic ainda não se fez sentir na margem financeira bruta do Santander, que aumentou 14,6% em relação ao primeiro trimestre do ano passado e alcançou R$ 10,163 bilhões entre janeiro e março de 2018.

Os spreads nas operações de crédito voltaram a subir, chegando a 10% no primeiro trimestre deste ano, ante 8,9% no mesmo período de 2017 e 9,7% no quarto trimestre.

De acordo com o Santander, a melhora na margem financeira se deu pela expansão das operações de crédito e das receitas com atividades de mercado, especialmente tesouraria.

A carteira ampliada de crédito do Santander, que inclui avais e fianças, somava R$ 353,920 bilhões no fim e março. O número representa um aumento de 8,7% em relação ao mesmo período do ano passado, e de 1,7% na comparação com dezembro.

A expansão se deu principalmente nos segmentos de pessoa física e financiamento ao consumo, com alta anual de mais de 21%. A carteira de pequenas e médias empresas cresceu 5,6%, enquanto a de grandes companhias encolheu 6,5%. O banco tem privilegiado operações com famílias e empresas de menor porte, cujos spreads são mais altos.

O risco de crédito, por sua vez, diminuiu. A inadimplência (operações com atraso superior a 90 dias) representava 2,9% da carteira no fim do primeiro trimestre. O número recuou 0,3 ponto percentual em relação a dezembro e ficou estável na comparação com março do ano passado. A taxa de calotes de pessoa jurídica diminuiu 0,5 ponto em relação ao fim de 2017, para 2%. A de pessoas físicas se manteve em 3,7%.

As despesas líquidas com créditos de liquidação duvidosa (PDD) surpreenderam ao subir 17,1%, em relação ao primeiro trimestre do ano passado para R$ 2,652 bilhões — além do crescimento na carteira, houve um menor volume de recuperações. Em relação ao quarto trimestre do ano passado, as despesas com PDD recuaram 0,1%.

Também contribuiu para o resultado do Santander o aumento de 11,5% nas receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias, que totalizaram R$ 4,134 bilhões entre janeiro e março. As despesas administrativas e com pessoal avançaram 3,8%, para R$ 4,629 bilhões.

O índice de Basileia, medida de capital de instituições financeiras, era de 15,3% no fim do primeiro trimestre, um recuo de 0,5 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado.

Fonte Oficial: Valor.

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