Dívida pública federal sobe 1,51% em março, para R$ 3,64 trilhões – Valor

BRASÍLIA  –  A Dívida Pública Federal (DPF) subiu 1,51% em termos nominais na passagem de fevereiro para março, somando R$ 3,636 trilhões. Pelas metas estabelecidas no Plano Anual de Financiamento (PAF), a DPF deve oscilar entre R$ 3,78 trilhões e R$ 3,98 trilhões.

Conforme dados do Tesouro, a Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) registrou alta de 1,47%, para R$ 3,507 trilhões em março. Já a Dívida Federal Externa somou R$ 128,91 bilhões (US$ 38,78 bilhões), o que representa elevação de 2,64% perante fevereiro.

No terceiro mês de 2018, as emissões da Dívida Pública Federal corresponderam a R$ 77,64 bilhões, enquanto os resgates somaram R$ 53,69 bilhões, o que resultou em emissão líquida de R$ 23,95 bilhões. Desse total líquido, R$ 24,11 bilhões referem-se à emissão líquida da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) e R$ 160 milhões de resgate líquido de Dívida Pública Federal Externa.

O percentual vincendo da dívida interna em 12 meses ficou em 18,48%, contra 18,18% em fevereiro. O prazo médio da dívida interna fechou março em 4,12 anos, ante 4,14 anos em fevereiro.

Considerando a metodologia “Average Term to Maturity”, que permite melhor comparabilidade do Brasil com outros países, a vida média da dívida pública federal passou de 5,91 anos em fevereiro para 5,89 anos em março.

Participação dos investidores na dívida

A participação de investidores estrangeiros na dívida mobiliária federal interna caiu em termos percentuais, de 12,39% em fevereiro para 11,84% em março. Em valor absoluto, a fatia saiu de R$ 428,32 bilhões para R$ 415,17 bilhões.

Os fundos de investimento têm participação de 29,21%, ante 27,35% em fevereiro. As instituições de previdência fecharam março com 22,8%, ante 24,43%. As instituições financeiras encerraram o terceiro mês de 2018 respondendo por 22,39% da DPMFi, contra 21,96% em fevereiro. O governo respondeu por 4,38%, contra 4,4% em fevereiro. Já as seguradoras saíram de 3,88% em fevereiro para 3,85% um mês depois.

Composição da dívida

A participação de papéis pós-fixados na DPMFi saiu de 33,55% em fevereiro para 32,44% em março. Pelas metas do Plano Anual de Financiamento (PAF), o volume de pós-fixados deve oscilar entre 31% e 35% neste ano, mas a métrica é a dívida total. Considerando, então, a Dívida Pública Federal (DPF), a participação desses papéis caiu de 32,38% em fevereiro para 31,29% um mês depois.

A fatia de papéis prefixados passou de 35,28% da DPMFi para 36,39%. Os títulos indexados a índices de preços, por sua vez, terminaram março em 30,73% da dívida interna, ante 30,74% em fevereiro. Os ativos corrigidos pelo câmbio fecharam em 0,44%, ante 0,43%.

O PAF de 2018 prevê que os títulos prefixados devem variar entre 32% e 36% da DPF. Já os papéis atrelados a índices de preços devem ficar entre 27% e 31%; no caso dos títulos atrelados à taxa de câmbio, a banda é 3% a 7%.

Em março, os prefixados representaram 35,39% da DPF, enquanto os índices atrelados a preços corresponderam a 29,64% e aqueles ligados a taxa de câmbio, a 3,68% da DPF.

Fonte Oficial: Valor.

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