Bolsas de Nova Iorque terminam perto da estabilidade, com PIB dos EUA, Fed e balanos – Jornal do Comércio

Os principais índices acionários das bolsas de Nova Iorque encerraram a sessão desta sexta-feira, 27, perto da estabilidade, em uma sessão em que foram ponderados os números do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, as perspectivas para juros e balanços corporativos.

No meio da manhã, o Departamento do Comércio dos Estados Unidos informou que o PIB do país avançou 2,3% no primeiro trimestre, na taxa anual sazonalmente ajustada.

O resultado ficou acima da previsão de 1,8% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal, mas representa uma desaceleração após a alta de 2,9% do quarto trimestre. Além disso, os gastos dos consumidores tiveram avanço de 1,1% no primeiro trimestre, bem abaixo da alta de 4,0% do quarto trimestre e o resultado mais fraco desde meados de 2013.

Com este indicador, a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) da próxima semana ganha um ingrediente adicional de incerteza.

Na terça-feira e na quarta-feira, os dirigentes da instituição se reúnem para decidir a taxa dos Fed funds, que é provável que fique inalterada na faixa entre 1,25% e 1,50%. Ainda que seja uma reunião sem a apresentação de perspectivas e sem a coletiva de imprensa de Jerome Powell, alguma novidade pode sair do comunicado.

Diante da incerteza, os investidores colocaram o pé no freio nas compras de ações.

O índice Dow Jones terminou em queda de 11,15 pontos (-0,05%), aos 24.311,19 pontos. Na semana, a baixa foi de 0,62%. O Nasdaq subiu 1,12 ponto (+0,02%), para 7.119,80 pontos, mas teve queda semanal de 0,37%. O S&P 500 avançou 2,97 pontos (+0,11%), aos 2.669,91 pontos, praticamente inalterado em relação à sexta-feira passada (-0,01%).

No cenário corporativo, os papéis da Amazon terminaram com alta de 3,60%, após o lucro mais que dobrar no primeiro trimestre.

Já a ExxonMobil relatou lucro líquido de US$ 4,650 bilhões, ou US$ 1,09 por ação, no primeiro trimestre deste ano. O número, porém, veio um pouco abaixo da previsão de lucro de US$ 1,10 por ação. A produção de petróleo equivalente foi de 3,9 milhões de barris por dia, queda de 6% na comparação anual. As ações caíram 3,80%.

Na contramão, as ações da Chevron subiram 1,93%. A petroleira teve lucro líquido de US$ 3,64 bilhões (US$ 1,90 por ação) no primeiro trimestre de 2018. O resultado superou as expectativas de analistas do FactSet, que esperavam lucro por ação de US$ 1,48.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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