Bolsas de Nova Iorque so influenciadas por Fed e front comercial externo – Jornal do Comércio

Os mercados acionários americanos encerraram o pregão desta terça-feira (1) sem direção única, à medida em que investidores aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e avaliam o andar das negociações comerciais dos Estados Unidos com a União Europeia e com a China. Além disso, notícias corporativas ajudaram as empresas de tecnologia, que abandonaram as perdas do início do dia e ganharam fôlego ao longo da sessão.

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,27%, aos 24.099,05 pontos; o S&P 500 avançou 0,25%, aos 2.654,80 pontos; e o Nasdaq ganhou 0,91%, aos 7.130,70 pontos.

Os três principais indicadores de ações dos EUA registraram pequenos ganhos em abril, devido aos fortes lucros corporativos, depois de terem sido abalados por uma onda de volatilidade no início do ano. Os investidores temem que uma inflação mais alta em solo americano possa levar o Fed a endurecer a política monetária mais rapidamente do que o previsto, enquanto as preocupações com os atritos comerciais globais levantaram alarmes sobre o desempenho da economia global.

De acordo com a FactSet, a atual temporada de balanços está no ritmo mais rápido de crescimento em sete anos e meio, já que, com o lucro por ação combinado de todas as empresas do S&P 500 que já divulgaram resultados e as previsões de outras companhias, houve avanço, até o momento, de 23,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, o que aponta para o crescimento mais rápido desde o terceiro trimestre de 2010. Após o fechamento dos mercados, são aguardados os resultados da Apple, que, com a expectativa por seus números, viu suas ações saltarem 2,32% nesta terça-feira.

No início do dia, os mercados acionários operaram majoritariamente no vermelho. O Instituto para Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês) informou que o índice de atividade industrial dos EUA caiu de 59,3 em março para 57,3 em abril, abaixo das expectativas de analistas, que previam queda para 58,5. Na avaliação do diretor de investimentos do Wells Fargo private Bank, Erik Davidson, os dados aumentam as preocupações dos investidores de que os lucros e a economia já tenham atingido o seu melhor. “Os dados foram um pouco fracos”, disse.

Sobre as relações comerciais dos EUA, na noite de segunda-feira o presidente dos EUA, Donald Trump, deu à União Europeia, ao México e ao Canadá mais um mês para negociar um acordo sobre as isenções temporárias a tarifas impostas sobre as importações americanas de aço e alumínio. Apesar das ameaças de retaliação pelo bloco europeu, o secretário de Comércio americano, Wilbur Ross, afirmou que os EUA têm tido conversas “muito produtivas” com a UE sobre a questão e ressaltou que houve “boas discussões” com o presidente da França, Emmanuel Macron, e com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, sobre as tarifas na semana passada.

“As questões comerciais e a retórica protecionista não são construtivas para os mercados, já que podem impactar o crescimento. Mas, por enquanto, não parece que isso vai explodir”, disse o codiretor de renda variável da Eaton Vance, Eric Stein.

Nesta semana, integrantes do governo Trump irão a Pequim para discutir as relações comerciais entre os EUA e a China. O representante comercial americano, Robert Lighthizer, que vai para o encontro, afirmou que o objetivo de Washington não é mudar o sistema econômico chinês, mas sim limitar os danos que a China causa aos americanos, além de promover uma abertura do sistema financeiro do país asiático a empresas americanas.

Em um dia de liquidez reduzida devido a feriados que deixaram parte dos mercados asiáticos e europeus fechados, ações de tecnologia voltaram a ser procuradas. O Facebook encerrou o dia em alta de 1,08%, após apresentar uma opção de limpar o histórico de navegação da plataforma e anunciar um recurso para namoro na rede social. Entre outras giant techs, a Amazon subiu 1,03%, a Microsoft ganhou 1,58% e a Alphabet avançou 2,18%. 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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