Transporte aéreo de carga cresce em março, mas com menor taxa em 22 meses – Exame

Já a oferta global por transporte aéreo de cargas subiu 4,4% em março na comparação anual, em comparação a crescimento de 6,3% em fevereiro

Por André Picolotto, especial para a AE

access_time 2 maio 2018, 19h58

São Paulo – A demanda mundial por transporte aéreo de cargas, medido em toneladas-quilômetro (FTK, na sigla em inglês), aumentou 1,7% em março ante o mesmo mês de 2017, informou a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês). O valor, no entanto, é mais de 5% inferior ao registrado em fevereiro de 2018 (6,8%), configurando o menor crescimento do setor em 22 meses.

Já a oferta global por transporte aéreo de cargas, apurada em toneladas-quilômetro disponíveis (AFTK, na sigla em inglês), subiu 4,4% em março na comparação anual, em comparação a crescimento de 6,3% em fevereiro. É a primeira vez em 20 meses, segundo a Iata, que a capacidade de transporte aéreo de cargas cresceu mais do que a demanda.

“É normal que o crescimento desacelere no fim do período de reestocagem (restocking cycle), mas continuamos otimistas de que a demanda por transporte aéreo de cargas crescerá entre 4% e 5% em 2018”, destacou, em nota, a associação. Como possíveis entraves a essa expectativa de crescimento, a Iata lista o forte aumento nos preços de combustíveis e os baixos níveis de crescimento econômico. Além disso, considera os possíveis danos políticos no setor em caso de medidas protecionistas, citando especificamente Estados Unidos e China.

Na abertura por regiões, todas, com exceção da América Latina, registraram declínio na demanda global por transporte aéreo de carga durante o mês de março. Na América Latina, o indicador mostrou aumento de 15,5% – a única região global a melhorar sua demanda em comparação ao mês de fevereiro. Já a oferta de transporte aéreo de cargas na América Latina registrou retração de 2,1%. As duas comparações são na base anual.

De acordo com a Iata, o movimento de retomada verificado nos últimos 18 meses reflete em parte o melhor desempenho da economia brasileira, a maior da região.

Fonte Oficial: Exame.

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