Lucro da B3 tem alta de 50,6% no primeiro trimestre – Valor

SÃO PAULO  –  No primeiro trimestre deste ano, a B3 registrou um lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 314,7 milhões, alta de 50,6% frente ao primeiro trimestre do ano passado. Segundo a empresa, o resultado reflete “o aumento das receitas, redução de despesas não recorrentes e impacto das sinergias de despesas já capturadas”, provenientes da fusão entre BM&FBovespa e Cetip.

As despesas da B3 somaram R$ 602,8 milhões no primeiro trimestre, uma queda de 20,1% em relação ao mesmo período de 2017. Segundo a companhia, excluindo a amortização dos ativos intangíveis reconhecidos na fusão com a Cetip, a despesa total teria somado R$ 415,6 milhões, redução de 44,9% na comparação anual. A justificativa para a queda viria “do reconhecimento de despesas não recorrentes no primeiro trimestre de 2017 (R$ 268,2 milhões relacionadas à combinação com a Cetip e R$ 134,3 milhões em provisões, sem impacto caixa)”. Ajustadas, as despesas totalizaram R$ 224,7 milhões, queda de 2,9% na comparação anual.

O endividamento total da empresa representou 2,0 vezes o Ebtida ajustado dos últimos 12 meses. Os orçamentos de despesas (Opex) foram revisados e estão em R$ 960 milhões a R$ 1 bilhão. A depreciação e amortização foi mantida e é de R$ 910 milhões a R$ 980 milhões. As despesas atreladas ao faturamento, R$ 200 milhões a R$ 220 milhões e as despesas relacionadas à combinação com a Cetip são de R$ 55 milhões a R$ 75 milhões.

Receitas

A bolsa de valores brasileira registrou uma receita líquida contábil de R$ 1,11 bilhão no primeiro trimestre de 2018. O montante representa uma alta de 82,8% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita total foi de R$ 1,23 bilhão, 18,3% superior ao primeiro trimestre do ano passado. Segundo a bolsa, a alta foi “reflexo do crescimento de receitas em todos os segmentos.”

No segmento BM&F, as receitas somaram R$ 309,2 milhões, o que representa 25,0% do total e uma alta de 23,4% em relação ao ano anterior, “resultado do aumento do volume de contratos negociados no período”, segundo a companhia.

No segmento Bovespa as receitas totalizaram R$ 354,3 milhões — 28,7% do total –, o que significa uma alta de 30,1% sobre o primeiro trimestre de 2017.

“As receitas ligadas a volumes negociados (negociação e pós-negociação) somaram R$ 349,5 milhões, 31,2% superiores ao mesmo período do ano anterior, resultado do aumento de 40,6% do volume financeiro médio diário negociado que foi parcialmente neutralizado pela queda de 3,6% nas margens de negociação/pós-negociação”, diz a companhia.

No segmento Cetip UTVM as receitas atingiram R$ 288,9 milhões — 23,4% do total — alta de 5,1% na comparação anual. Segundo a B3, o desempenho é explicado, principalmente, “pelo crescimento de 23,8% da receita de utilização mensal, a qual foi impactada, em grande parte, pelos ajustes, a partir de janeiro de 18, na tabela de preços aplicada a esse serviço e pela alta de 17,7% da receita de registro, que foi impulsionada pelo aumento do volume de emissões de instrumentos de captação bancária (principalmente CDBs) e pela alta dos preços de derivativos de balcão.”

No segmento Cetip UFIN, as receitas atingiram R$ 120,3 milhões, o que representa 9,7% do total e uma alta 16,1% ante o primeiro trimestre do ano passado.

Fonte Oficial: Valor.

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