Caixa fará festa de R$ 10 milhões para funcionários no Mané Garrincha – Valor

BRASÍLIA  –  Num momento em que a Caixa Econômica Federal passa por uma série de turbulências — citada em investigações da Polícia Federal que levaram ao afastamento de ex-dirigentes e tendo sido forçada a reduzir os empréstimos para se adequar às regras internacionais de solvência do setor financeiro –, o banco se expõe ainda mais. No dia 16 de maio, a instituição fará uma festa para 6 mil funcionários no estádio Mané Garrincha, com custo superior a R$ 10 milhões.

O evento foi noticiado pela “Folha de São Paulo” na quinta-feira, 10. Em alusão à Copa do Mundo, que começa em 14 de junho na Rússia, o evento da Caixa tem como slogan “Seleção Caixa: em campo pelo Brasil”.

Convidados ilustres foram chamados para participar, como os artistas Luigi Barriceli e a apresentadora Renata Fan, que serão mestres de cerimônia. O ex-jogador de futebol Cafu também vai participar. Havia expectativa da presença do narrador Galvão Bueno, mas ele não virá mais, segundo fontes.

Estão confirmados Márcio Fernandes, especialista em governança, e Marta Gabriel, da área de tecnologia digital. O evento terá show do cantor Saulo, ex-integrante da banda Eva. Procurada, a assessoria de imprensa da Caixa alegou que não se trata de uma festa, mas um evento empresarial, voltado para motivação de funcionários e utilizado por concorrentes como Banco do Brasil e Santander, que realizaram encontros da mesma magnitude no estádio do Palmeiras, em São Paulo.

“A Caixa esclarece que é um evento de trabalho, fechado e destinado a gestores do banco. Visa o alinhamento e a disseminação direta entre a alta administração e os gestores do banco do plano de ação para o exercício, que busca a superação do lucro recorde de R$ 8,6 bilhões obtido em 2017”, diz a nota da instituição.

A Caixa alega ainda que o evento tem como objetivo mostrar aos funcionários que o banco está em nova fase de gestão, com aprimoramento na governança, decorrente da aprovação de seu novo estatuto. Fontes do governo e fontes ligadas à Caixa disseram, no entanto, que apesar do apelo do evento, no sentido de dar uma ordem unida aos funcionários, ele vem em hora errada.

“O problema é o momento. Eu não faria”, disse uma fonte do governo, ligada ao banco. Segundo essa fonte, cancelar o evento depois de ele ter vindo a público ficaria ainda pior.

O conselho de administração da Caixa, presidido pelo Ministério da Fazenda, aprovou na quinta-feira a criação de duas diretorias para reforçar a governança do banco: a Diretoria Executiva de Controles Internos e a Diretoria de Auditoria Interna.

Foi aprovada também a criação do portal Transparência Caixa, com informações sobre processos, políticas, operações com entes públicos e contratações de fornecedores. As mudanças fazem parte do processo de adaptação da Caixa à nova Lei das Estatais.

Fonte Oficial: Valor.

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