BC decreta liquidação extrajudicial da Gradual CCTVM – Valor

SÃO PAULO  –  (Atualizada às 7h46) O Banco Central (BC) decretou nesta terça-feira a liquidação extrajudicial da Gradual Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários S.A., com sede em São Paulo. De acordo com nota do BC, “a existência de graves violações às normas legais e regulamentares que disciplinam a atividade da Gradual CCTVM, o comprometimento de sua situação econômico-financeira, bem como a existência de prejuízos que sujeitam a risco anormal seus credores foram as razões que levaram à liquidação da empresa”.

A assessoria de imprensa da autoridade monetária explicou que o caso não envolve o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), pois não há captação de depósitos desses clientes.

A nota do BC informa que, “sem vínculos com qualquer conglomerado bancário, a Gradual CCTVM tem baixa relevância no Sistema Financeiro Nacional, representando apenas 0,003% do ativo total e 0,07% dos recursos administrados de terceiros”. “Foi responsável por 0,04% do movimento total de câmbio realizado no 4º trimestre de 2017”, acrescenta a nota.

“Em observância às suas competências legais, o Banco Central está adotando as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades pelos fatos que resultaram na liquidação”, diz também o comunicado. “Nos termos da lei, os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição ficam indisponíveis”, conclui a nota.

Em meados de maio, a corretora Gradual avisou aos clientes que encerrava as atividades de bolsa. A dona da corretora, Fernanda Lima, e o marido, Gabriel de Freitas Júnior, são investigados por suspeita de fraude em debêntures, alvo da Operação Encilhamento, da Polícia Federal (PF). Essa operação investiga supostas fraudes envolvendo a aplicação de recursos de institutos de previdência municipais em fundos de investimentos que tinham debêntures sem lastro em carteira.

Vale lembrar que, no início deste mês, o BC decretou a extinção das atividades do Banco Neon, antigo Banco Pottencial, por problemas financeiros e “graves violações” a normas do sistema financeiro.

Fonte Oficial: Valor.

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