Petrobras diz que há “paralisações pontuais” em unidades operacionais

A Petrobras divulgou nota há pouco em que afirma que a greve de 72 horas, decretada a partir da meia-noite de hoje (30) pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), não impactou a produção. Segundo a estatal, apesar de terem sido registradas “paralisações pontuais” em algumas unidades operacionais, equipes de contingência estão atuando onde é necessário.

A estatal lembra que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) concedeu, na noite de ontem (29), liminar em que declara a abusividade da greve. O pedido foi feito pela Petrobras e pela Advocacia-Geral da União, considerando o contexto nacional e a necessidade de retomada do abastecimento de combustíveis o mais breve possível.

Os petroleiros afirmam que o movimento é uma reação à política de preços dos combustíveis, de crítica à gestão na Petrobras e contra os valores cobrados no gás de cozinha e nos combustíveis.

Balanço parcial divulgado pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) informa que a adesão dos petroleiros ao movimento se dá de forma progressiva. Segundo o sindicato, um quadro parcial do movimento de advertência indica que trabalhadores de 21 plataformas aderiram ao movimento e que, desse total, seis estão totalmente paralisadas.

A Refinaria Duque de Caxias (Reduc), a unidade de refino da Petrobras no estado do Rio, opera normalmente, e não há piquetes em suas imediações.

Para o coordenador-geral da FUP, José Maria Rangel, a paralisão tem boa adesão. “O movimento tem vários aspectos positivos e uma pauta que dialoga diretamente com os anseios da sociedade. Mesmo com a tentativa da Petrobras e da AGU de, através do TST, intimidar a nossa greve, nós estamos com uma adesão que eu chamaria de boa. E os movimentos de petroleiros são construídos desta forma: eles começam de uma forma e vão em um crescente ao longo do dia. Não temos um balanço preciso sobre o andamento, mas o que sei é que a adesão está muito forte principalmente nas unidades operacionais – plataformas, refinarias e terminais”, disse.

Segundo Rangel, a paralisação é uma reação à politica da estatal, “que visa a favorecer não só o mercado financeiro, mas as importações e o agronegócio, uma vez que, com o preço abusivo da gasolina, os consumidores vão correr em direção ao álcool”.

O coordenador-geral da FUP rebateu as críticas de que a greve é oportunista e aproveitou o momento político adverso criado pelo movimento dos caminhoneiros. “Nós já tínhamos um calendário preestabelecido muito antes da greve dos caminhoneiros e que apontava para a paralisação de agora. Quanto à decisão do TST, para nós não há nenhuma surpresa: ele sempre vai considerar a nossa greve abusiva e para nós não há nenhuma surpresa nessa decisão, mesmo tendo cumprido todos os requisitos exigidos pela lei. Mas nós vamos recorrer e não vamos deixar de fazer o nosso movimento por conta desta decisão”, disse. 
 

Edição: Juliana Andrade

Fonte Oficial: EBC.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!