Alckmin promete zerar déficit primário até 2020 e estimular PPPs – Valor

BRASÍLIA  –  Pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin afirmou que, se eleito, trabalhará para acabar com o déficit primário da União até fins de 2020. “Pretendo em até dois anos, se possível em um ano e meio, zerar o déficit primário”, garantiu.

O tucano, que participa de sabatina organizada pelo jornal “Correio Braziliense”, nesta quarta-feira (6), também disse que estimulará privatizações, concessões e PPP’s. Mas que haverá cuidado ao se tratar das atividades da Petrobras.

“Não vou privatizar prospecção de petróleo da Petrobras. Sou favorável a concessões e PPP’s, trazer a iniciativa privada. Pretendo privatizar o máximo que eu puder.”

O pré-candidato criticou a concentração bancária. “Banco, por exemplo, está muito concentrado. Precisamos ter mais players, mais disputa. Vou estimular cooperativas de crédito, fintechs.”

Sem desistência

Sobre o estágio atual de sua candidatura, Alckmin admitiu que a dificuldade em subir nas pesquisas tem gerado embate dentro do tucanato. “Em todo partido grande, tem divergência”, disse.

O tucano avaliou, contudo, que não considera ruins os índices colhidos até o momento. “A campanha vai começar em 20 de julho. Começar com 7%, 8% é ótimo. Não disputo eleição presidencial há 12 anos”. Ele tomou como exemplo a campanha vitoriosa de João Doria (PSDB) em 2016. “Não me impressiono muito com pesquisa. Em São Paulo, havia dois candidatos à prefeitura com dois dígitos nas pesquisas em junho, mais de 20%, e dois com um dígito: Dória e Fernando Haddad [PT]. Haddad terminou com 16% e Doria ganhou no primeiro turno”.

Alckmin garantiu que pelo menos cinco partidos já estão acordados para se aliarem a ele na disputa presidencial. “Vamos fazer uma grande aliança. Já temos pelo menos cinco partidos. Não estou divulgando porque eles que têm de divulgar”.

O tucano ainda negou que haja qualquer possibilidade de ele desistir da candidatura à Presidência nas eleições de outubro por conta do desempenho nas pesquisas. “Isso não existe. Preciso estar vivo, né [para ser candidato]?”, ironizou.

Questionado sobre a descoberta de e-mails em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso recorreu a Marcelo Odebrecht para angariar fundos para a campanha ao Senado de dois tucanos em 2010 – Antero Paes de Barros e Flexa Ribeiro, Alckmin apenas pontuou. “Ninguém está acima da lei. Se precisar, investigue-se”.

Fonte Oficial: Valor.

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