Dólar tem leves oscilações ante real com BC e exterior Por Reuters – Investing.com

© Reuters. Notas de dólar

Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) – O operava com leves oscilações ante o real nesta segunda-feira, após o Banco Central anunciar intervenção no mercado, ofuscando a influência externa e a tentativa de correção ao tombo de mais de 5 por cento da última sessão.

Às 10:35, o dólar avançava 0,29 por cento, a 3,7174 reais na venda, depois de despencar 5,59 por cento na sexta-feira, maior queda em quase 10 anos.

Na máxima do dia, a moeda norte-americana foi a 3,7309 reais e, na mínima, a 3,6932 reais. O tinha baixa de cerca de 0,20 por cento.

O BC conseguia conter alta mais expressiva do dólar após anunciar nesta manhã leilão de até 50 mil novos swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, nesta sessão. Vendeu integralmente a oferta, de 2,5 bilhões de dólares, somando neste mês 13,116 bilhões de dólares em novos swaps.

Diferentemente do que vinha fazendo, o BC não anunciou no pregão anterior, quando o dólar despencou sobre o real, leilão de novos swaps cambiais para a sessão seguinte. Ele vinha ofertando diariamente até 15 mil novos contratos desde 21 de maio passado e, de 14 a 18 de maio, o BC também tinha feito oferta extra, mas de até 5 mil contratos novos.

“Ele (o BC) não pode dar previsibilidade porque cria uma banda, um teto e um piso, e mercado fica esperando”, disse o gestor de derivativos de uma corretora local.

Após a forte disparada do dólar e das taxas de juros futuros, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, disse na quinta-feira passada que o órgão ofereceria mais 20 bilhões de dólares em novos swaps até o fim desta semana.

No pregão passado, assim, vendeu integralmente o lote de até 15 mil novos swaps, e também a oferta integral de até 60 mil contratos, dentro dessa nova estratégia.

O BC também fará agora leilão de até 8.800 swaps para rolagem do vencimento de julho.

“Serão 20 bilhões de dólares até sexta-feira, isso pode ajudar o dólar a cair um pouco mais, até 3,65 reais, 3,60 reais, no máximo. Mas o dólar só vai ficar mais fraco aqui se o Fed não trouxer surpresas”, afirmou o diretor da consultoria de valores mobiliários Wagner Investimentos, José Faria Júnior, ao lembrar que haverá reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano nesta semana, em meio a expectativas no mercado de que possa elevar mais do que o esperado os juros na maior economia do mundo.

Por ora, as apostas ainda são majoritárias para três altas de juros este ano, a segunda esperada para esta semana. Mas os indicadores recentes podem levar o Fed a indicar que pode ampliar o passo, o que tem potencial para atrair aos EUA recursos hoje aplicado em outras praças, como a brasileira.

No exterior, o dólar operava praticamente estável ante a cesta, mas subia ante as divisas de países emergentes, como os pesos mexicano e chileno.

“O clima não é favorável para o dólar cair”, afirmou , acrescentou Faria Júnior.

A cena política também continuava no radar dos mercados nesta sessão. Pesquisa Datafolha divulgada na véspera, no entanto, acabou servindo para trazer alguma calma aos agentes.

O levantamento mostrou que o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) liderava a corrida presidencial quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não aparece na disputa, seguido pela ex-senadora Marina Silva (Rede), mas a maior fatia do eleitorado se diz sem candidato.

Também mostrou que, que nos cenários sem Lula, Marina variava de 14 a 15 por cento, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) oscilava entre 10 e 11 por cento, o tucano Geraldo Alckmin tinha 7 por cento e senador Alvaro Dias (Podemos), 4 por cento.

Fonte Oficial: Investing.com.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!