Bolsas de NY fecham sem direção única, à espera da decisão do Fed – Valor

SÃO PAULO  –  O índice Nasdaq voltou a fechar em nova máxima histórica, nesta terça-feira (12), passados os receios em relação ao encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un. Os volumes de negociação, no entanto, foram limitados à espera da aguardada decisão de política monetária do Federal Reserve, que será divulgada na quarta-feira (13).

O Nasdaq fechou em alta de 0,57%, a 7.703,79 pontos, em nova máxima histórica, depois de tocar também nova máxima intradia, a 7.708,24 pontos. O S&P 500 subiu 0,17%, a 2.786,85 pontos, enquanto o Dow Jones fechou em leve baixa de 0,01%, a 25.320,73 pontos. 

Destaques

As ações do setor de tecnologia tiveram uma boa performance nesta terça, com as ações do Twitter fechando em alta de 5,0%, na máxima de três anos, depois que o analista Doug Anmuth, do J.P. Morgan elevou a meta de referência a US$ 50, que agora é a mais alta entre os 37 analistas acompanhados pela FactSet.

O Twitter avançou em 12 das últimas 13 sessões, acumulando ganho de 26% nesse intervalo. O tráfego na plataforma tende a ser favorecido pela Copa do Mundo, com os torcedores recorrendo à rede social para se manterem informados sobre o evento esportivo.

O setor de energia, por outro lado, liderou as perdas da sessão, fechando em baixa de 0,76% no S&P 500. 

Trump, Kim e Fed

Trump e Kim assinaram um acordo que prevê a desnuclearização da Península Coreana em troca da interrupção dos exercícios militares conjuntos entre os EUA e a Coreia do Sul. O acordo está sendo criticado pela falta de compromissos específicos por parte da Coreia do Norte, incluindo detalhes sobre prazos ou mesmo sobre a fiscalização do arsenal coreano. Os mercados, no entanto, reagiram de maneira positiva ao encontro.

Passado o nervosismo em relação à reunião dos dois líderes, a atenção dos investidores se volta agora à reunião de política monetária do Federal Reserve (o BC americano), que deve elevar taxa de juros de referência em 25 pontos base, para o intervalo entre 1,75% e 2%.

O índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA deu novos sinais de elevação dos preços em maio, reforçando a perspectiva de aceleração dos juros do Fed. O CPI apontou alta de 0,2% na margem e de 2,8% na base anual. 

De acordo com dados do CME Group, a probabilidade de uma elevação dos juros na reunião desta quarta-feira é de 96%. Já a probabilidade de ocorrer mais três elevações dos juros ainda neste ano está em 40%.

Petróleo

O petróleo fechou sem direção única, pressionado por um lado pelo aumento da produção reportado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) no mês de maio e impulsionado, por outro, pela perspectiva de aumento da demanda. A Opep elevou em 35 mil barris a produção diária ao longo de maio e manteve a sua projeção de crescimento da demanda em 1,65 milhões de barris diários neste ano.

Os contratos do WTI para julho fecharam em alta de 0,4%, a US$ 66,36 por barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), enquanto os do Brent para agosto recuaram 0,8%, a US$ 75,88 por barril, na ICE, em Londres.

Fonte Oficial: Valor.

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