NY: Bolsas fecham em compasso de espera pela reunião de Trump com Kim – Valor

SÃO PAULO  –  (Atualizada às 20h29) As bolsas de Nova York fecharam, nesta segunda-feira (11), com variações limitadas, com os investidores operando em compasso de espera antes da reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, além das decisões de política monetária dos bancos centrais dos EUA, zona do euro e Japão.

Os investidores deram menos atenção às tensões geradas pelo fracasso da reunião do G-7, concluída no sábado (9), e se mostraram receosos em fazer grandes movimentações antes da cúpula EUA-Coreia do Norte, levando os mercados a fechar com pouca variação nesta segunda. A reunião entre os dois líderes acontece na terça-feira (12), em Cingapura (às 22h de hoje, pelo horário de Brasília).

O Dow Jones fechou praticamente estável, em leve alta de 0,02%, a 25.322,31 pontos, o S&P 500 subiu 0,11%, a 2.782,00 pontos, e o Nasdaq avançou 0,19%, a 7.659,92 pontos. 

Destaques

O setor de consumo básico liderou os ganhos na sessão, fechando em alta de 0,83% no S&P 500. As ações do setor financeiro operavam em alta durante a manhã, com o impulso dado pelo bom desempenho do setor na sessão europeia, mas viraram para terreno negativo durante a tarde e encerraram em baixa de 0,18%.

Entre ações específicas, destaque positivo para as ações da Sempra Energy, que subiram 13% depois que investidores ativistas da Elliot Management e da Bluescape Resources revelaram uma estratégia de “criação de valores” em uma carta à equipe da Sempra.

Agenda de política monetária 

Além da reunião entre Trump e Kim, na terça começa a reunião de política monetária de dois dias do Federal Reserve, cuja decisão será divulgada na quarta-feira (13). Na quinta-feira (14), o Banco Central Europeu (BCE) divulga a sua decisão de política monetária, enquanto o Banco do Japão (BoJ) divulga a sua decisão no dia seguinte (noite de quinta-feira, pelo horário de Brasília).

O dólar se manteve em uma faixa estreita nesta segunda, enfrentando dificuldades para encontrar catalisadores e se mover de maneira decisiva em uma direção. O nervosismo em torno da reunião do G-7 teve efeito principalmente sobre o câmbio, pressionando as moedas das economias emergentes, com destaque para o peso mexicano, com o dólar em alta de 1,47%, a 20,58 pesos.

O leilão de títulos de 10 anos do Tesouro americano na tarde de hoje não teve um grande efeito sobre os rendimentos (“yields”) dos papéis, mas, na terça, o Departamento do Tesouro leiloará mais US$ 14 bilhões em títulos de 30 anos. O yield da T-note de 10 anos fechou a 2,96%, ante 2,937% da tarde da sexta-feira (8).

Petróleo

Os preços do petróleo fecharam com viés positivo nesta segunda-feira, apesar de novos sinais de elevação da produção global. Os contratos do Brent para agosto fecharam estáveis a US$ 76,46 por barril, na ICE, em Londres, enquanto os do WTI para julho subiram 0,6%, a US$ 66,10 por barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

“No momento, a possibilidade de recuperação adicional dos preços continua a ser limitada pelo aumento da produção dos EUA”, diz Stephen Brennock, analista da corretora PVM Oil Associates. Na última semana, a produção dos EUA atingiu novo nível recorde, a 10,8 milhões de barris/dia.

Fonte Oficial: Valor.

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